Neste 15 de outubro, celebra-se o Dia do Professor, uma data que, no futebol, é frequentemente associada aos treinadores que deixam sua marca nas equipes que comandam. No Atlético Mineiro, diversos técnicos conquistaram títulos, histórias e momentos memoráveis, tornando-se figuras emblemáticas na história do clube. A seguir, uma análise de cinco treinadores que, por suas conquistas e impacto, permanecem vivos na memória dos torcedores atleticanos.
Telê Santana é o técnico que mais comandou o Atlético, atuando em três períodos diferentes na história do clube. Ao todo, dirigiu 434 partidas, com um saldo de 235 vitórias, 122 empates e 77 derrotas. Sua trajetória com o Galo começou em 1970, quando conquistou o Campeonato Mineiro, rompendo a hegemonia do rival Cruzeiro na competição estadual. No ano seguinte, consolidou sua importância ao conquistar o Campeonato Brasileiro de 1971, um título que entrou para a história do clube e do futebol brasileiro. Além das conquistas, Telê Santana é lembrado por sua postura e por momentos marcantes, como a promessa de caminhar de Belo Horizonte até Congonhas para agradecer pelo título nacional. Entre 1973 e 1975, retornou ao Atlético para dar continuidade ao trabalho técnico e ao desenvolvimento de talentos, mantendo a equipe competitiva. Sua passagem pelo clube também foi marcada por seu prestígio internacional, especialmente pelo trabalho à frente da seleção brasileira nas Copas de 1982 e 1986, antes de falecer em abril de 2006, em Belo Horizonte, vítima de falência múltipla dos órgãos.
Procópio Cardoso é o segundo treinador com maior número de partidas na história do Atlético, totalizando 328 jogos ao longo de sua carreira no clube. Sua trajetória é marcada pela longevidade e pela capacidade de conduzir equipes em momentos decisivos. Entre suas principais realizações estão o primeiro título internacional do clube, a Copa Libertadores de 1992, além de três títulos estaduais consecutivos entre 1978 e 1980. Procópio também esteve à frente do time na campanha do vice-campeonato brasileiro de 1980 e na semifinal da Libertadores de 1981. Em 2004, retornou ao Atlético em uma fase delicada, contribuindo para evitar o rebaixamento, demonstrando sua importância na história recente do clube.
Leão, goleiro campeão pela seleção brasileira em 1970, teve três passagens pelo Atlético (1997, 2007 e 2009). Sua primeira passagem, entre 1997 e 1998, foi marcada por uma equipe forte que conquistou a Copa Conmebol e a Copa Centenário de Belo Horizonte no mesmo ano. Em 2007, retornou para uma segunda etapa, que durou 24 jogos, ajudando a estabilizar o time no Campeonato Brasileiro daquele período. Sua última passagem, em 2009, destacou-se pelo alto aproveitamento de aproximadamente 73%, com 14 vitórias em 21 jogos, segundo levantamento da Goal. Conhecido por seu temperamento forte e cobranças firmes, Leão era um técnico que valorizava a disciplina e a autoridade no vestiário. Ao todo, soma cinco passagens pelo clube, totalizando 320 jogos à frente do time, consolidando-se como uma figura de grande identificação com a torcida atleticana.
Levir Culpi é outro nome emblemático na história do Atlético, sendo o terceiro treinador que mais comandou o clube, com 320 jogos. Sua relação com o Galo é marcada por uma série de conquistas e por seu estilo de jogo que frequentemente promoveu viradas memoráveis. Entre seus títulos estão três Campeonatos Mineiros, a Série B de 2006, a Recopa Sul-Americana de 2014 e a Copa do Brasil de 2014, conquistada após eliminar Corinthians, Flamengo e vencendo o Cruzeiro na final, em jogo histórico. Levir é lembrado por sua capacidade de motivar equipes em momentos difíceis e por sua relação afetiva com o clube, que culminou na despedida em 2015, quando pediu para ser lembrado como “um cara legal”, demonstrando a forte ligação construída com os torcedores.
Cuca é o treinador mais vitorioso da história do Atlético, com seu nome indissociável da conquista da Copa Libertadores de 2013, considerada uma das maiores realizações do clube. Sua primeira passagem ocorreu entre 2011 e 2013, período em que também conquistou dois títulos estaduais e a Libertadores, com jogos marcantes e jogadores lendários como Ronaldinho Gaúcho e Victor. Em 2021, retornou ao clube e conquistou o triplete ao vencer o Campeonato Mineiro, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, feitos que consolidaram sua história no clube. No fim daquele ano, deixou o Atlético por questões familiares, mas retornou em 2022 para comandar o time no Brasileirão. Sua última passagem, em 2025, foi marcada pela conquista do Campeonato Mineiro, mas também por uma campanha irregular no Campeonato Brasileiro e uma derrota para o Cruzeiro na Copa do Brasil, levando à sua saída em comum acordo.
Esses treinadores representam diferentes épocas e estilos, mas todos contribuíram de forma significativa para a história e as conquistas do Clube Atlético Mineiro, deixando saudades e um legado que permanece vivo na memória da torcida.









