Nesta quarta-feira, 15 de outubro, comemora-se o Dia do Professor, uma data dedicada a homenagear os profissionais que atuam na formação e desenvolvimento de seus alunos, incluindo, de forma inusitada, os treinadores de futebol. No contexto do Cruzeiro Esporte Clube, o clube mineiro já contou com diversos técnicos ao longo de sua história, alguns com passagens marcantes por conquistas e campanhas memoráveis, enquanto outros tiveram trajetórias mais discretas ou foram pouco lembrados pelos torcedores. A seguir, destacam-se cinco treinadores que passaram pela Toca da Raposa e que, por diferentes razões, permanecem menos presentes na memória da torcida celeste.
Um dos nomes menos conhecidos entre os treinadores do Cruzeiro é João Avelino Gomes, conhecido como “71”. Ele assumiu o comando da equipe em 1987, em uma passagem curta que durou oito partidas, segundo registros estatísticos do futebol. Sua passagem ocorreu em um período de instabilidade no clube, e, apesar de sua atuação breve, sua presença na história do clube é um detalhe que poucos torcedores recordam. João Avelino faleceu em 2006, aos 77 anos, deixando um legado pouco divulgado entre os fãs do Cruzeiro.
Outro técnico que teve uma passagem breve pelo clube foi Ivo Ardais Wortmann, que assumiu o comando do time em agosto de 2001, após a saída de Paulo César Carpegiani. Sua passagem durou aproximadamente um mês e meio, período em que o Cruzeiro tentou reorganizar sua equipe diante de uma temporada marcada por mudanças na comissão técnica. Apesar de sua curta atuação, sua passagem representa um capítulo menos conhecido na história recente do clube, muitas vezes ofuscado por treinadores de maior destaque.
Antônio Lopes, conhecido como “Delegado” na carreira futebolística, também passou pelo Cruzeiro em 1995. Reconhecido nacionalmente por sua trajetória em clubes como Vasco, Corinthians e Athletico Paranaense, Lopes comandou a equipe entre janeiro e fevereiro daquele ano, atuando em oito jogos, com um retrospecto de três vitórias, dois empates e três derrotas. Sua passagem, embora breve, é muitas vezes esquecida pelos torcedores, especialmente diante do reconhecimento que conquistou em outros clubes e posteriormente na seleção brasileira, em 2001. Sua carreira consolidou-se como uma das mais respeitadas no futebol brasileiro.
Outro nome que surpreende por sua curta passagem pelo clube é Francisco Ferreira de Aguiar, conhecido como Chico Formiga. Além de treinador, ele também teve uma breve ligação como jogador, atuando em uma única partida pelo Cruzeiro em amistoso contra o Democrata de Governador Valadares, em 1950. Como treinador, comandou o time em 1988, em um total de oito jogos, com quatro vitórias, três empates e uma derrota. Apesar do bom retrospecto, sua passagem foi curta e pouco lembrada na história do clube, tornando-se um episódio pouco divulgado pelos torcedores.
Por fim, Vanderlei Eustáquio de Oliveira, o conhecido Palhinha, é uma figura de destaque na história do Cruzeiro, sobretudo por sua atuação como jogador, especialmente na conquista da Copa Libertadores de 1976. No entanto, sua experiência como treinador é menos lembrada. Em 1994, ele comandou o time em 21 jogos, uma passagem que ocorreu após sua trajetória vitoriosa em campo, mas que não alcançou o mesmo reconhecimento na função de técnico. Palhinha faleceu em 2023, e sua passagem pelo clube como treinador permanece como um capítulo menos destacado na sua história.
Esses nomes representam diferentes momentos e contextos na história do Cruzeiro, evidenciando que, além dos técnicos de destaque, o clube também teve em seu elenco de treinadores profissionais cujas contribuições foram menores ou menos lembradas pela torcida, mas que fazem parte do rico mosaico de sua história.








