O Cruzeiro garantiu sua classificação às quartas de final da Copa do Brasil de 2026 ao vencer a Chapecoense por 2 a 0 na noite desta quarta-feira, 5 de agosto, no estádio Mineirão, em Belo Horizonte. Com o resultado, a equipe azul avançou na competição, consolidando sua presença entre os oito melhores times do torneio. Os gols que asseguraram a vaga foram marcados por Matheus Henrique e Kaio Jorge, ambos na segunda etapa do confronto.
Desde o início do jogo, o Cruzeiro demonstrou domínio territorial e controle da posse de bola, adotando uma estratégia de ataque pelos lados do campo. O técnico Artur Jorge apostou na movimentação pelas pontas, com dobras dos pontas Arroyo e Kaique Kenji, além do apoio dos laterais William e Rojas, que avançaram bastante durante a partida, especialmente Rojas. Gerson e Matheus Henrique atuaram na saída de bola, coordenando a transição com os zagueiros, enquanto Matheus Pereira tinha liberdade para criar jogadas ofensivas.
Apesar da insistência do Cruzeiro pelas laterais, a noite não foi das mais inspiradas para os pontas Arroyo e Kaique Kenji, que cometeram erros no último passe, na finalização e até no drible, dificultando a efetividade das jogadas ofensivas. A Chapecoense, por sua vez, pouco ameaçou nos contra-ataques, mantendo uma postura mais defensiva e aguardando oportunidades de explorar os erros do adversário. Ainda assim, a tensão no estádio persistia devido ao placar de 0 a 0, que permanecia até o final do primeiro tempo.
A primeira grande oportunidade do jogo surgiu aos 45 minutos do primeiro tempo, quando Matheus Henrique, demonstrando esforço e determinação, conseguiu abrir o placar. Após um cruzamento preciso de Fabrício Bruno, Matheusinho cabeceou com força, sendo inicialmente contido por Anderson, goleiro da Chapecoense. No rebote, Matheus Henrique voltou a cabecear, desta vez vencendo o goleiro adversário e levando o Mineirão à loucura. No lance, Matheus Henrique foi atingido por Eduardo Doma, que tentava afastar a bola de bicicleta, resultando em sangue no rosto do jogador celeste.
Na etapa final, com a Chapecoense precisando buscar o empate e jogando mais ofensivamente, o Cruzeiro passou a explorar os contra-ataques, criando boas chances com Kaio Jorge, Matheus Pereira, Kaique Kenji e Gerson, todos exigindo boas defesas de Anderson. A superioridade numérica do time mineiro, após a expulsão de Max Alves por falta dura em Gabriel Rojas ainda no primeiro tempo, facilitou a manutenção do controle da partida. Os esforços do adversário foram recompensados aos 40 minutos do segundo tempo, quando Kaio Jorge marcou o segundo gol do Cruzeiro, em cobrança de pênalti. A bola forte no canto esquerdo de Anderson garantiu a tranquilidade ao time azul, além de interromper um jejum de três jogos sem gols do atacante.
A classificação do Cruzeiro para as quartas de final da Copa do Brasil de 2026 foi confirmada com a vitória, que também marcou o fim de um período sem vitórias na competição. A equipe aguarda o sorteio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), marcado para a próxima terça-feira, 11 de agosto, às 11h, para conhecer seu próximo adversário na disputa. Enquanto isso, o foco do time celeste se volta ao Campeonato Brasileiro, com o próximo compromisso marcado para domingo, 9 de agosto, às 11h, no Mineirão, contra o Mirassol, pela 22ª rodada do torneio nacional.
O jogo contou com a arbitragem de Matheus Delgado Candançan (SP), auxiliado por Nailton Júnior de Sousa Oliveira (CE) e Evandro de Melo Lima (SP), além do VAR comandado por Diego Pombo Lopez (BA). A partida teve uma presença de público de 32.402 torcedores e uma renda de aproximadamente R$ 1,64 milhão. O Cruzeiro alinhou sua equipe com Otávio; William, Fabrício Bruno, João Marcelo e Gabriel Rojas (Villalba); Matheus Henrique (Lucas Romero), Gerson e Matheus Pereira; Arroyo (Marquinhos), Kaique Kenji (Felipe Morais) e Kaio Jorge (Bruno Rodrigues). A Chapecoense entrou em campo com Anderson; Bruno Tubarão (Bruno Matias), Eduardo Doma, Rafael Thyere e Bruno Pacheco; Camilo, Max Alves, Giovanni Augusto (Ênio) e Fernando (Tulio); Marcinho (Rodrigo) e Rubens.







