Cruzeiro e Corinthians disputam neste sábado (31) a final da Copa Libertadores Feminina de 2026, no estádio Rodrigo Paz Delgado, o Casa Blanca, em Quito, no Equador. O confronto reúne dois clubes brasileiros e coloca em jogo a hegemonia do Corinthians, que busca o sétimo título continental e a quarta conquista consecutiva, além da possibilidade de ampliar a vantagem no histórico recente diante do Cruzeiro. O horário da partida ainda não foi confirmado pela Conmebol.
A decisão tem um significado especial para o Cruzeiro, que chega à final com a expectativa de revanche. Nas três decisões mais recentes entre as equipes, o Corinthians levou a melhor. Em 2025, os times disputaram a final do Campeonato Brasileiro. Na partida de ida, houve empate por 1 a 1 na Arena Independência, em Belo Horizonte. No segundo confronto, na Neo Química Arena, em São Paulo, as paulistas venceram por 1 a 0 e conquistaram o sétimo título nacional, o sexto consecutivo.
Antes disso, em 2024, Cruzeiro e Corinthians também se enfrentaram em uma decisão, desta vez pela Supercopa do Brasil. Naquele período, a competição reunia oito equipes em confrontos eliminatórios de jogo único. A final foi disputada na Neo Química Arena e terminou com vitória corintiana por 1 a 0.
O duelo em Quito também marca o retorno de uma final brasileira na Libertadores Feminina após três anos. A última decisão entre clubes do país ocorreu em 2023, na Colômbia, quando o Corinthians venceu o Palmeiras e ficou com o troféu. Na 18ª edição do torneio continental, a única certeza é que o título permanecerá no Brasil pela 15ª vez.
Para o Cruzeiro, a campanha já representa um feito histórico. As Cabulosas participam da Libertadores pela primeira vez e alcançaram a final logo na estreia. Sob o comando de Jonas Urias, a equipe chega à decisão apoiada principalmente pelo desempenho de suas artilheiras, Byanca Brasil e Marília.
Byanca Brasil, camisa 10 do Cruzeiro, é a principal goleadora desta edição da competição, com cinco gols. Caso conquiste o título, ela poderá igualar um feito que Palhinha também alcançou com a camisa estrelada quando o clube estreou na Libertadores, em 1976.
A atacante também possui uma relação anterior com o Corinthians. Byanca fez parte do elenco que conquistou o primeiro título continental das Brabas, em 2017. Naquela campanha, marcou dois gols em quatro partidas e converteu sua cobrança na disputa de pênaltis da final contra o Colo-Colo.
Em 2022, a jogadora voltou a se destacar em uma estreia de competição. Naquele ano, foi a artilheira do Palmeiras, que participou pela primeira vez do torneio e terminou campeão com 100% de aproveitamento.
Além do troféu continental, a final tem outra consequência importante para o Cruzeiro. Se conquistar a Libertadores, o clube garantirá vaga na primeira edição da Copa do Mundo de Clubes Feminina, prevista para 2028, nos Estados Unidos.
Do outro lado, o Corinthians tenta ampliar sua hegemonia na América do Sul. O sétimo título continental representaria também a quarta conquista consecutiva das Brabas. Além disso, seria o quarto troféu obtido pelo clube em finais contra o Cruzeiro. No mesmo sábado, Independiente Santa Fe e Olimpia se enfrentam na disputa pelo terceiro lugar da competição.








