O técnico do Cruzeiro, Artur Jorge, surpreendeu ao escalar o zagueiro uruguaio Lucas Villalba na posição de lateral-esquerdo na partida contra o Grêmio, realizada neste domingo (18/10), válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. A escolha gerou questionamentos, uma vez que Gabriel Rojas, que vinha sendo o titular na posição, permaneceu no banco de reservas, assim como Matías Viña, que ainda busca aprimorar sua condição física após sua chegada ao clube.
Após o confronto, vencido pelo Cruzeiro por 4 a 2, o treinador explicou que a decisão não teve relação com uma suposta perda de espaço de Rojas, mas sim com uma estratégia tática voltada ao adversário. Em entrevista coletiva realizada em Porto Alegre, Artur Jorge destacou que a variabilidade de opções na equipe é importante para garantir maior competitividade em todas as posições. Segundo ele, a escolha por Villalba, que atuou durante toda a partida, foi baseada na necessidade de reforçar a defesa na lateral-esquerda, levando em consideração as características do jogo.
O técnico explicou que Villalba, contratado recentemente junto ao Flamengo por empréstimo, possui compromisso e disponibilidade física que contribuem para a sua atuação na função. Além disso, a estratégia de escalar o uruguaio também visou neutralizar as investidas do atacante Carlos Vinícius, que busca explorar as costas dos zagueiros do Cruzeiro, especialmente na lateral-esquerda. Artur Jorge afirmou que Villalba foi escolhido por sua capacidade de atuar tanto na cobertura central quanto na projeção pelo corredor, oferecendo maior segurança defensiva e apoio ao ataque, quando necessário.
A partida marcou uma conquista importante para o Cruzeiro, que pela primeira vez em 2026 alcançou a quarta colocação na tabela do Campeonato Brasileiro, com 51 pontos. Villalba permaneceu em campo durante todo o jogo, enquanto Rojas e Viña permaneceram como opções no banco de reservas. O uruguaio, que chegou ao clube no último dia da janela de transferências, em 11 de setembro, foi emprestado pelo Flamengo e busca readquirir ritmo de jogo após sua última participação oficial em junho, quando atuou pela seleção uruguaia na Copa do Mundo.
Antes do confronto contra o Grêmio, Viña retornou ao time após duas partidas como substituto, nas quais substituiu Rojas. Na vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo, pelo Brasileirão, o argentino entrou aos 12 minutos do segundo tempo, enquanto na derrota por 4 a 2 diante do Red Bull Bragantino, entrou no intervalo. Contratado para reforçar o setor após as vendas de Kaiki Bruno e Kauã Prates, Viña foi adquirido por mais de R$ 30 milhões junto ao Racing, da Argentina, e tem contrato até dezembro de 2029. Desde sua chegada, disputou 15 partidas pelo Cruzeiro, sem marcar gols ou dar assistências.
A preferência por Villalba, antes mesmo da chegada de Viña, refletiu uma avaliação da diretoria e comissão técnica de que Rojas não estava mais entre as prioridades do clube. O uruguaio, que também atua na zaga, foi utilizado em momentos específicos, sobretudo quando o time precisava reforçar a defesa, demonstrando que sua participação não é considerada uma prioridade na formação titular atual. A estratégia do Cruzeiro, portanto, parece estar focada em manter uma rotação mais ampla de jogadores, buscando maior competitividade e adaptação às diferentes situações de jogo no Campeonato Brasileiro.







