Por Oliveira Lima
Cruzeiro está completando quatro anos de SAF, aliás a primeira constituída e vendida, também a única revendida, num processo que o salvou da extinção. Equacionados os problemas financeiros, voltou ao cenário de disputa por títulos, recuperou sua dignidade, brilhou ano passado, deu alegria à seus torcedores, alcançou sua estabilidade, mas não conseguiu se livrar a louca rotina de degolar seus treinadores, muito em função da pressão da torcida e pelos resultados em campo.
A chegada do próximo comandante, deve ser mesmo o português Artur Jorge, marcará a décima troca de comando do time neste período de SAF cruzeirense. Um verdadeiro moedor de treinadores. Desses, apenas o uruguaio Paulo Pezolano passou mais de um ano no cargo. Leonardo Jardim ficou 10 meses, mas o resto esteve por um período muito curto. A média no Cruzeiro neste período é de mandar seu comandante embora a cada cinco meses e meio. O time vai mal, demite-se o treinador. Assim funciona o futebol brasileiro, onde há troca de treinadores a cada três meses, em média 25 jogos.
Artur Jorge tem como antecedentes desde o começo da SAF, Pezolano, o primeiro e que deu certo, voltando o time à Série A, com o título de campeão. Ronaldo Fenômeno se precipitou depois a demitir o português Pepa. Seguiram-se: Zé Ricardo, Larcamon, Seabra por duas vezes, Fernando Diniz, primeira troca de Pedrinho BH, duas vezes Wesley Carvalho, o interino, que ficou bom tempo, mesmo sendo um suplente. Jardim fez sucesso, seguido recentemente pelo Tite.
Cruzeiro segue o modo de todos os times brasileiros: perdeu, demite-se. O português assume o comando com time na zona de rebaixamento e pouquíssimas chances de levantar o caneco. Ele na verdade irá olhar para a soma de 45 pontos no Brasileirão e fixar-se na Copa Libertadores, e/ou Copa do Brasil. Com resultados poderá seguir ate o final de seu contrato, dezembro do ano que vem. Caso contrario, fará apenas número aos anteriores.








