Por Oliveira Lima
Nenhum clube, pelo menos no Brasil, viveu do inferno ao céu em apenas seis anos. Da falência iminente à riqueza real, num período curto que conta a história recente do Cruzeiro. Do roubo da diretoria comandada por Wagner Pires de Sá em 2019 à ressurreição efetuada por Pedro Lourenço, e entre os dois o visionário necessário Sérgio Rodrigues e o salvador Ronaldo Fenômeno, o clube viveu um turbilhão de emoções.
Vários fatos marcaram esta história, como por exemplo a falta de jogadores para um simples treino sob o comando do técnico Adilson Batista e até mesmo a falta de comida para os funcionários nas duas Tocas. Tem também treinador e jogadores emprestando dinheiro aos funcionários e jogadores menos favorecidos. E, esportivamente, o time brigando para não cair para a Série C do Brasileirão.
A chegada de Ronaldo Fenômeno, o salvador, marcou a saída do Cruzeiro do inferno, num trabalho árduo, que rendeu frutos em um ano: time voltou à serie A e recuperação financeira sob controle, tudo do bolso do Fenômeno, o primeiro dono de um time de futebol na América do Sul. O capítulo seguinte é um mecenas, um torcedor milionário(que já ajudava o clube bem antes) chamado Pedro Lourenço, ou Pedrinho BH. Das contas em dia, mas sem dinheiro sobrando, Pedrinho vai colocar o Cruzeiro no patamar que merece e pra isto é preciso muito dinheiro. Como o time é dele, é dele também o dinheiro gasto, principalmente no ano passado com a contratação de grandes jogadores, que levou o time à terceira força do país.
E agora o 2026? Um ano que começa com um recusa mostrando o poder do Cruzeiro(digo Pedrinho). Cruzeiro recusa a proposta milionário do Flamengo por Kaio Jorge: 207 milhões de reais. Colocou preço na venda do jogador: 326 milhões de reais, que o time carioca nem chegou perto nas suas ofertas. Sendo assim, olhando para 2022, tempo das vacas magras, quando o Cruzeiro não tinha orçamento para aumentar o salario da sua jovem promessa chamada Victor Roque, e com isto aumentar a multa rescisória, perdeu o jogador por 24 milhões de reais depositados pelo Athetico Paranaense, que o repassou aos milhões de euros ao futebol europeu.
Em síntese, por conta do Pedrinho, o Cruzeiro em três anos, praticamente forma dois centroavantes: Victor Roque, que saiu por 24 milhões e Kaio Jorge, cotado em 326 milhões, uma diferença absurda. Outro fato que marca esses dois mundos: Tite ficou encantado com a estrutura atual da Toca da Raposa e o elenco que terá em mãos. Adilson Batista, há cinco anos atrás, tinha sete jogadores profissionais para treinar e faltava comida na Toca da Raposa.









