Durante a partida entre Cruzeiro e Athletico-PR, realizada neste domingo (6), pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, torcedores do clube mineiro protagonizaram mais um episódio de protesto contra a atual fase da equipe. Além de manifestações tradicionais na entrada e no aquecimento dos jogadores, houve a distribuição de notas falsas contendo ameaças ao elenco, o que chamou a atenção nas redes sociais e reforçou o clima de insatisfação entre os torcedores.
As cédulas falsas, que circularizaram principalmente nas áreas inferiores do estádio Mineirão, traziam a palavra “vergonha” e uma ameaça explícita: “Salário em dia, porrada em falta”. Essas notas, que imitavam dinheiro, foram entregues aos torcedores presentes no estádio durante o jogo contra o Athletico-PR, reforçando o tom de protesto contra as eliminações da equipe na Copa do Brasil e na Libertadores, além dos resultados recentes no Campeonato Brasileiro.
Os atos de protesto começaram ainda na chegada do time ao estádio, com torcedores recebendo os jogadores com manifestações de insatisfação. No momento do aquecimento, os atletas foram alvo de cobranças diretas, com torcedores posicionados no setor conhecido como “roxo inferior”, localizado atrás do túnel de acesso ao gramado, entoando palavras de ordem como “Time pipoqueiro, tem que ter raça para jogar no meu Cruzeiro”. Além das palavras de protesto, os torcedores seguravam cartazes com mensagens de cobrança e insatisfação.
Na ocasião do anúncio da escalação, o técnico Artur Jorge também foi alvo de vaias por parte da torcida. Quando seu nome foi chamado nos alto-falantes do Mineirão, alguns presentes demonstraram descontentamento, manifestando-se com protestos contra as escolhas feitas pelo treinador em relação às substituições durante o clássico contra o Atlético, realizado na semana anterior. Essa postura reflete a pressão que o comando técnico enfrenta diante do momento delicado do clube.
No momento da entrada do time em campo, os protestos continuaram, com torcedores divididos entre manifestações de apoio e críticas abertas. O setor inferior do estádio, conhecido por sua forte presença de torcedores mais ativos, voltou a gritar palavras de ordem como “Time pipoqueiro”, reforçando o clima de insatisfação coletiva. Essas manifestações demonstram o grau de frustração da torcida, que exige mudanças e melhorias na equipe após uma sequência de resultados negativos e eliminações precoces em competições nacionais e internacionais.
O episódio das notas falsas com ameaças representa uma escalada nas formas de protesto dos torcedores do Cruzeiro, que buscam expressar sua insatisfação de maneira mais incisiva diante do momento difícil vivido pelo clube. A situação reforça o clima de tensão no ambiente do clube, que enfrenta não apenas dificuldades dentro de campo, mas também uma crise de credibilidade e apoio por parte de sua torcida.







