Demba Ba deixou o cargo de diretor esportivo do Le Havre nesta segunda-feira (2/11), em meio à crise que atinge o clube francês. Ex-jogador, o profissional se tornou o terceiro integrante da cúpula da equipe a deixar suas funções em sequência, depois do afastamento do técnico Didier Digard e da saída do presidente Jean-Michel Roussier.
A mudança ocorre após o Le Havre sofrer uma goleada por 5 a 1 para o Paris Saint-Germain, na última sexta-feira (30/10), em partida válida pela nona rodada do Campeonato Francês. O resultado agravou a situação da equipe na competição e manteve o time na última colocação, com apenas dois pontos conquistados.
No dia seguinte à derrota, Didier Digard foi afastado do comando técnico do Le Havre, segundo informações do jornal francês L’Équipe. Na sequência, Jean-Michel Roussier deixou a presidência do clube. Demba Ba foi o último dos três dirigentes a sair, encerrando sua passagem pela equipe em um momento de forte instabilidade institucional e esportiva.
Ba havia sido anunciado como diretor esportivo do Le Havre em 19 de junho, antes do início da temporada 2026/27. A chegada do ex-atacante representava uma mudança em uma função estratégica para o planejamento do clube, responsável pela condução esportiva e pela estruturação do trabalho relacionado ao futebol.
Entretanto, desde o início de sua passagem pelo cargo, o Le Havre não conseguiu registrar vitórias em partidas oficiais. De acordo com o histórico apresentado, a equipe venceu apenas amistosos no período, enquanto os compromissos válidos por competições oficiais terminaram sem resultados positivos. A campanha no Campeonato Francês deixou o clube com dois pontos após nove rodadas, cenário que culminou nas recentes mudanças.
A sequência de saídas acontece depois de uma temporada anterior em que o Le Havre também precisou lutar contra o rebaixamento. Na edição passada do Campeonato Francês, a equipe terminou na 14ª colocação, com 35 pontos, e conseguiu permanecer na primeira divisão.
O Nice, por sua vez, encerrou a competição na 16ª posição, com 32 pontos, e precisou disputar o playoff de rebaixamento. A diferença de três pontos entre os dois clubes foi suficiente para que o Le Havre evitasse a disputa adicional e garantisse a permanência na elite do futebol francês.
Agora, com o técnico afastado, o presidente fora do cargo e o diretor esportivo também desligado, o Le Havre atravessa uma reformulação em diferentes setores do clube. As saídas ocorrem em um momento no qual a equipe ocupa a última posição do campeonato e ainda busca seu primeiro resultado positivo em partidas oficiais na temporada 2026/27.









