Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, mas seus ganhos anuais são significativamente superiores aos salários dos treinadores que chegaram à final do torneio. Ancelotti, que renovou seu contrato com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até a Copa do Mundo de 2030, recebe 10 milhões de euros por ano, o que equivale a aproximadamente R$ 58,2 milhões. Esse valor é mais do que o dobro da soma dos salários de Luis de la Fuente, treinador da Espanha, e Lionel Scaloni, da Argentina, que ganharam 2 milhões e 2,3 milhões de euros, respectivamente, cerca de R$ 13,5 milhões no total.
A disparidade salarial entre Ancelotti e os técnicos dos finalistas da Copa do Mundo reflete não apenas o prestígio do treinador italiano, mas também sua vasta experiência e histórico de conquistas no futebol europeu. Ancelotti é um dos poucos técnicos a ter vencido a UEFA Champions League em cinco ocasiões, além de ter conquistado títulos em todas as cinco grandes ligas europeias: italiana, inglesa, alemã, espanhola e francesa. Sua trajetória inclui passagens exitosas por clubes renomados, como AC Milan, Chelsea, Paris Saint-Germain, Real Madrid e Bayern de Munique.
Luis de la Fuente, que assumiu o comando da seleção espanhola em 2022, teve um desempenho notável ao levar a Roja à vitória na Eurocopa de 2024. Após essa conquista, o técnico espanhol recebeu um aumento significativo em seu salário, que, mesmo assim, permanece muito abaixo do que Ancelotti recebe. O sucesso de De la Fuente na Eurocopa não apenas elevou seu reconhecimento, mas também demonstrou sua capacidade de liderar uma equipe de elite em competições internacionais.
Por outro lado, Lionel Scaloni, que foi vice-campeão na Copa do Mundo de 2026, já havia alcançado grande notoriedade ao conduzir a Argentina ao título da Copa do Mundo de 2022. Além disso, ele possui duas Copas Américas em seu currículo, consolidando sua posição como um dos treinadores mais competentes do futebol sul-americano. A trajetória de Scaloni é marcada por um trabalho de reconstrução da seleção argentina, que culminou em conquistas importantes nos últimos anos.
A diferença salarial entre Ancelotti e seus colegas destaca não apenas o valor que a CBF atribui ao treinador italiano, mas também as realidades econômicas e financeiras que cercam o futebol mundial. Enquanto os clubes e seleções buscam os melhores talentos para liderar suas equipes, a compensação financeira reflete o prestígio e a experiência que cada treinador traz para o cargo. Com um contrato que se estende até 2030, Ancelotti terá a oportunidade de continuar a moldar a Seleção Brasileira em busca de novos títulos, mesmo após a eliminação na Copa do Mundo de 2026.









