A Prefeitura de Belo Horizonte anunciou um incremento de R$ 1,6 milhão no orçamento destinado à elaboração dos estudos e projetos do sistema de transporte BRT Amazonas, previsto para o bairro do Vetor Oeste na capital mineira. O acréscimo, equivalente a 7,88% do valor original do contrato, foi formalizado por meio de um segundo termo aditivo assinado nesta segunda-feira, 5 de novembro, entre a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura (Smobi) e o Consórcio Oficina – ITDP – Lareda – GPA&A.
Segundo informações publicadas no Diário Oficial do Município (DOM), a necessidade do ajuste decorreu da insuficiência da capacidade operacional inicialmente prevista para a realização dos ensaios e levantamentos técnicos necessários ao desenvolvimento do projeto. As limitações técnicas também foram apontadas como justificativa para a ampliação do escopo, uma vez que parte dos ensaios especializados demandados não poderiam ser concluídos dentro do cronograma inicialmente estabelecido.
A medida visa garantir a continuidade e a qualidade dos estudos, já que a execução das obras do BRT Amazonas ainda não foi iniciada. Com a inclusão dos serviços no contrato atual, os levantamentos, sondagens e ensaios necessários passarão a ser realizados sem a necessidade de contratação de uma nova empresa, o que evitará atrasos e custos adicionais associados a processos licitatórios e mobilizações extras. A alternativa de contratar uma empresa específica para esses serviços foi descartada pela administração municipal, pois implicaria na necessidade de um novo procedimento licitatório, além de etapas de formalização e integração de uma nova interface contratual, o que poderia comprometer o andamento do projeto.
A ampliação do contrato será custeada com recursos orçamentários da própria Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, não afetando o valor destinado às obras físicas do corredor de transporte. O projeto do BRT Amazonas prevê a implantação de um sistema de transporte coletivo de alta capacidade no Vetor Oeste de Belo Horizonte, abrangendo intervenções nas avenidas Amazonas e Tereza Cristina, além de conexões com a região do Barreiro. A previsão é que o sistema tenha aproximadamente 39,7 quilômetros de extensão, incluindo estações de transferência e uma estrutura de integração na região, com implantação prevista para o ano de 2030.
Na mesma ocasião, a administração municipal declarou de utilidade pública 14 imóveis localizados nos bairros Calafate e Vila Marinhos, que poderão ser desapropriados para viabilizar as obras do BRT. São seis lotes no Calafate e oito na Vila Marinhos, uma medida que visa acelerar o andamento do projeto.
A expectativa é que o sistema de transporte seja uma alternativa eficiente ao transporte público convencional, contribuindo para a mobilidade urbana na região Oeste de Belo Horizonte. A previsão inicial é de que o projeto seja concluído até 2030, após a realização de todas as intervenções necessárias, incluindo a instalação de estações e a estrutura de integração entre os diferentes modais de transporte.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Belo Horizonte para obter posicionamento oficial sobre o aumento de custos e aguarda retorno.









