A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) revelou, em resposta a uma solicitação da reportagem de O TEMPO, os valores dos cachês das atrações que se apresentarão no Arraial de Belô 2026. A festividade está programada para ocorrer nos próximos dois finais de semana, com uma grade diversificada de shows.
Entre os artistas confirmados para o evento estão Chama Chuva, que se apresenta no dia 24 de julho, seguido por Mumuzinho em 25 de julho, Felipe Araújo em 26 de julho, Pisa na Fulô em 1º de agosto e Zé Vaqueiro em 2 de agosto. Os shows acontecerão no estádio Mineirinho, um dos principais locais de eventos da capital mineira.
Os contratos divulgados pela Belotur, a empresa responsável pela organização do evento, totalizam R$ 3.687.450. O maior contrato, no valor de R$ 3,08 milhões, refere-se à contratação de uma empresa encarregada do planejamento, coordenação, execução e infraestrutura do Arraial, que abrange apoio logístico durante os meses de julho e agosto. Além disso, foi firmado um contrato de R$ 585 mil para a utilização do Mineirinho, que receberá a programação nos dias 24, 25 e 26 de julho, assim como em 1º e 2 de agosto. Outro investimento, de R$ 22.450, destina-se ao desenvolvimento do projeto arquitetônico das áreas de quadrilhas, gastronomia e música.
A Belotur também esclareceu, por meio de nota, que as contratações dos shows de Mumuzinho e Zé Vaqueiro foram realizadas pelo Sesc em Minas, em virtude de um convênio com o Sistema Fecomércio MG. A responsabilidade pela definição, negociação e custeio dessas apresentações é da instituição. Por sua vez, os shows de Felipe Araújo e da banda Chama Chuva foram financiados com recursos do Ministério do Turismo, através de um convênio estabelecido com a Belotur. O investimento para a apresentação de Felipe Araújo foi de R$ 248 mil, enquanto a banda Chama Chuva recebeu R$ 100 mil, com cada show tendo duração contratual de 1h30. O convênio com o Ministério do Turismo destinou um total de R$ 400 mil para apoiar a programação artística e cobrir parte dos custos de locação do espaço.
As demais atrações do evento, que incluem artistas regionais, foram contratadas pela empresa Lok Pirâmide, vencedora do processo licitatório de R$ 3 milhões para a organização da 47ª edição do Arraial de Belô, conforme as diretrizes estabelecidas no edital de licitação.
Recentemente, o patrocínio master do evento gerou controvérsias. A empresa inicialmente responsável pelo patrocínio era a casa de apostas Esportes da Sorte. No entanto, devido a polêmicas, ações judiciais e recomendações da Defensoria Pública, a prefeitura publicou um decreto que proíbe a propaganda de apostas em eventos públicos. Em uma declaração nas redes sociais, o prefeito Álvaro Damião anunciou o cancelamento do contrato com a empresa de apostas e a devolução do valor já pago, reafirmando que não permitirá patrocínios de casas de apostas enquanto estiver à frente da prefeitura.
Além do patrocínio da Caixa Econômica Federal, a festa conta com o apoio da Câmara de Dirigentes e Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), da rede de supermercados Mart Minas, do Ministério do Turismo e do Sesc Minas, que colaboram para a realização do evento.









