A cidade de Oliveira é uma das retratadas no projeto Patrimônio em Quadrinhos, que utiliza histórias em quadrinhos para apresentar fatos históricos e culturais da região Centro-Oeste de Minas Gerais. O projeto começou em 2021 com a proposta de aproximar o público da história de Minas Gerais por meio de uma linguagem acessível. A primeira obra foi “Aqui Onde Está: A Fantasma do Mercado Municipal”, que apresentou uma narrativa em quadrinhos que mistura ficção com fatos históricos sobre a cidade de Divinópolis.
A iniciativa foi criada por Igor Bastos e Elisa Guimarães e reúne profissionais de diferentes áreas, como Cleber Santos, Verlei Batista e Joubert Amaral, responsáveis pela construção das histórias com diferentes estilos visuais. Com a ampliação do projeto, foi criado o livro “Patrimônio em Quadrinhos: Centro-Oeste de Minas Gerais”, que reúne dez histórias ambientadas em cidades da região. As narrativas combinam acontecimentos reais com elementos de ficção.
O lançamento do livro está previsto para o dia 22 de abril, quando também ficará disponível para download gratuito no site do projeto. A partir de 9 de abril, escolas podem se cadastrar para receber exemplares impressos. Ao todo, 10 instituições serão atendidas. Para produzir o conteúdo, foram realizadas pesquisas de campo em nove municípios: Arcos, Carmo do Cajuru, Cláudio, Formiga, Itapecerica, Oliveira, Pains, Passa Tempo e Pitangui. O trabalho incluiu visitas presenciais e pesquisa em livros e documentos.
As histórias abordam patrimônios históricos e culturais, como a Fazenda Campo Grande, em Passa Tempo, a descoberta de um mastodonte em Pains, as pinturas rupestres da Gruta da Cazanga, em Arcos, e o carnaval de Oliveira. Também são apresentados episódios como a queda de uma cápsula de bomba em Formiga e patrimônios arquitetônicos e religiosos em cidades como Itapecerica e Pitangui. As narrativas incluem elementos como lendas, fantasmas, vampiros, zumbis e alienígenas, e cada história tem um estilo visual diferente, com influências que vão do cordel ao grafite, além de técnicas como nanquim, aquarela e referências a quadrinhos e mangás.
O projeto reúne profissionais das áreas de ilustração, cinema e literatura. Adriano Reis atuou na produção local e na pesquisa de campo. Elisa Guimarães é ilustradora e diretora de arte. Cleber Santos trabalha como ilustrador e colorista. Verlei Batista atua como ilustrador e quadrinista. Igor Bastos é roteirista e produtor. Joubert Amaral atua como editor, professor, diretor e roteirista.
O trabalho foi realizado com recursos do Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais, por meio do programa Minas Literária, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e do Governo de Minas Gerais.








