O Conjunto Moderno da Pampulha, um dos principais ícones da arquitetura moderna no Brasil, celebra neste mês de julho dez anos desde que foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO. A data será marcada por uma série de atividades especiais organizadas pela Prefeitura de Belo Horizonte, através da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Sesc. As iniciativas visam valorizar a história, a preservação e a relação da população com esse importante cartão-postal da capital mineira.
O título de Patrimônio Mundial foi concedido em 17 de julho de 2016, elevando a Pampulha a um status internacional como referência em arquitetura moderna. O conjunto foi idealizado na década de 1940, durante a gestão de Juscelino Kubitschek como prefeito de Belo Horizonte, e é composto por uma integração harmoniosa de arquitetura, paisagismo, artes plásticas e natureza. Entre os arquitetos e artistas responsáveis por essa obra estão nomes de destaque como Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx, Cândido Portinari e Alfredo Ceschiatti.
As comemorações pelo décimo aniversário começaram em junho com a exposição “Vivências na Pampulha”, que está em cartaz no Museu Casa Kubitschek. A mostra busca refletir sobre o patrimônio a partir das vivências de moradores, trabalhadores e visitantes da região, ressaltando a dimensão afetiva e cotidiana do território reconhecido pela UNESCO. A visitação à exposição está aberta de quarta a domingo, das 10h às 18h.
Um dos principais eventos da programação é o “Viva Pampulha – 10 Anos de Patrimônio Mundial”, que ocorrerá no dia 12 de julho. Este evento tomará conta da orla da Lagoa da Pampulha, oferecendo uma variedade de atividades culturais, educativas e artísticas. Haverá também uma feira de economia solidária, debates sobre patrimônio na Casa do Baile e apresentações musicais a bordo do barco turístico Capivarã. Ao final do dia, os bens que compõem o conjunto receberão uma iluminação artística especial.
No dia 17 de julho, data que marca o décimo aniversário do reconhecimento, será lançada uma edição ampliada do livro “Conjunto Moderno da Pampulha: Paisagem Cultural Mundial”. A publicação revisita a trajetória do conjunto e discute os desafios da preservação da paisagem cultural. Nesse mesmo dia, será realizada uma edição especial do projeto “Expedições do Patrimônio”, que abordará as três certificações concedidas pela UNESCO a Belo Horizonte: o Conjunto Moderno da Pampulha, a documentação da Comissão Construtora de Belo Horizonte, que faz parte do Programa Memória do Mundo, e o título de Cidade Criativa da Gastronomia.
A programação das comemorações também inclui a retomada do Comitê Gestor do Conjunto Moderno da Pampulha, que atua na articulação entre o poder público e a sociedade civil na preservação do patrimônio. Além disso, o projeto Casa 360º oferecerá visitas mediadas, permitindo que o público tenha acesso a espaços normalmente fechados da Casa do Baile, enquanto aprecia a paisagem da lagoa durante apresentações musicais ao pôr do sol.
As celebrações se encerrarão em agosto com um seminário dedicado ao processo de restauração do Museu de Arte da Pampulha. O evento reunirá especialistas e gestores para discutir os desafios enfrentados na conservação desse importante ícone da arquitetura moderna brasileira.
O Conjunto Moderno da Pampulha, que foi o primeiro bem cultural moderno do Brasil a ser reconhecido pela UNESCO na categoria Paisagem Cultural, é formado pelo espelho d’água da Lagoa da Pampulha e por quatro edificações projetadas por Oscar Niemeyer: a Igreja São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube. Ao longo da última década, o reconhecimento internacional solidificou o conjunto como um dos principais símbolos da criatividade brasileira, destacando a integração entre arte, arquitetura, urbanismo e meio ambiente.








