Os professores da rede municipal de Belo Horizonte decidiram, em assembleia na manhã desta quinta-feira (14), manter a greve que já dura 18 dias. A votação ocorreu na Praça Afonso Arinos, região Centro-Sul da capital, e reuniu centenas de profissionais, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (Sind-Rede).
O impasse continua centrado na recomposição salarial. A categoria reivindica o reajuste com base no piso nacional da educação, de cerca de 5,4%, mas a prefeitura sinalizou até agora apenas um índice em torno de 3,5% — o equivalente à inflação do período.
Os professores também pedem melhores condições de trabalho e apontam problemas como a falta de profissionais nas escolas, cortes que chegam a 50% nas verbas, além do que consideram ser uma privatização do Atendimento Educacional Especializado e a terceirização do trabalho docente na Educação Infantil.
Na véspera da assembleia, a prefeitura havia apresentado uma proposta que contemplava seis pautas prioritárias da educação. No entanto, para o sindicato, as principais demandas — justamente a questão salarial e as condições de trabalho — permaneceram sem solução. Com isso, a paralisação segue.





