Os professores da rede municipal de Belo Horizonte decidiram, em assembleia na manhã desta segunda-feira (27), manter a greve da categoria. A paralisação segue por tempo indeterminado, e as aulas serão suspensas a partir de terça (28), de acordo com o Sind-Rede, sindicato que representa os profissionais.
Entre as principais reivindicações estão a abertura de diálogo com a Secretaria Municipal de Educação sobre o que a categoria chama de “pautas privatistas”. Os professores também reclamam de sobrecarga de trabalho, turmas sem professores, improvisos na gestão escolar e iniciativas que, segundo eles, precarizam a educação infantil – como a substituição de docentes por monitores e estagiários contratados de forma precária.
O sindicato afirma ainda que a prefeitura está terceirizando o atendimento educacional especializado, transferindo para professores contratados a tarefa de elaborar o trabalho pedagógico, que deveria ser de responsabilidade de concursados lotados nas escolas.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que há um acordo vigente firmado com a categoria no ano passado, com efeitos até 2026, que inclui a recomposição salarial pela inflação. A greve, segundo a pasta, ocorre mesmo com o acordo em vigor.






