Uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais caiu nesta sexta-feira (9), no Leste do estado, resultando na morte de três militares. Entre as vítimas estão a tenente Alice Santos Oliveira Almeida, de 34 anos, natural de Governador Valadares, a tenente Gabriela Emília Resende, de 35 anos, e o tenente-coronel Luís Fernando Silvestre, de 49 anos. A tragédia ocorreu durante uma operação de voo, e as circunstâncias do acidente estão sendo investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
Segundo informações do coronel Flávio Santiago, diretor de comunicação da Polícia Militar de Minas Gerais, as duas tenentes tinham aproximadamente 300 horas de voo cada uma. Este dado reforça o perfil de pilotos com experiência relativamente limitada, embora qualificadas para atuar na corporação. O coronel Santiago lamentou profundamente a perda dos militares e destacou o impacto do ocorrido na instituição, afirmando que a Polícia Militar está em luto oficial.
O oficial também ressaltou que o tenente-coronel Luís Fernando Silvestre era considerado o militar mais capacitado e experiente da corporação no momento do acidente. Silvestre possuía mais de 5 mil horas de voo, um número que demonstra sua vasta experiência e competência na pilotagem de aeronaves militares. Sua trajetória na polícia, marcada por anos de serviço e especialização, tornava-o uma referência dentro da corporação.
A Polícia Militar garantiu que as famílias dos três militares estão recebendo apoio psicológico por meio de uma força-tarefa organizada para esse fim. Além disso, confirmou que as vítimas estavam com toda a habilitação de voo regular e que a aeronave envolvida no acidente estava com a manutenção em dia, o que reforça a complexidade de determinar as causas do acidente até o momento.
As investigações sobre o ocorrido estão a cargo do Cenipa, que analisará todos os aspectos relacionados à manutenção, condições meteorológicas, procedimentos de voo e outros fatores que possam ter contribuído para a tragédia. O resultado preliminar das apurações deve esclarecer as razões que levaram à queda da aeronave, cujo modelo e detalhes específicos ainda não foram divulgados oficialmente.
Este acidente representa uma perda significativa para a Polícia Militar de Minas Gerais, que lamenta a morte de seus profissionais e reforça a importância de apurar com rigor as causas do incidente para prevenir futuras tragédias. A comunidade local e os familiares das vítimas continuam recebendo o apoio necessário em meio a esse momento de luto.







