A avó paterna de Alice Vitória Ribeiro Duarte, de 48 anos, declarou nesta quarta-feira, dia 21 de outubro, que a neta, de apenas seis anos, encontra-se em bom estado de saúde. Patrícia Ribeiro afirmou ainda que não pretende devolver a criança aos seus pais, alegando que foi ela quem assumiu os cuidados após ser procurada pela mãe de Alice, que alegou não ter condições de criá-la. A Polícia Civil de Minas Gerais abriu um inquérito para apurar o desaparecimento da menina, que permanece sob a tutela da avó.
Segundo Patrícia, o contato com a mãe de Alice ocorreu em agosto de 2025, quando ela foi procurada por ela própria. A mulher afirmou que não tinha condições de cuidar da filha, alegando que o pai da criança também não contribuía e que ela não tinha onde deixá-la. Patrícia garante possuir registros de conversas que comprovam essa comunicação, reforçando sua versão dos fatos.
A avó relata que, assim que buscou a neta, dirigiu-se à delegacia para registrar um boletim de ocorrência. Ela descreve que Alice chegou à sua casa com sinais de desnutrição, tendo dito que estava há quatro dias sem se alimentar. Patrícia afirma que tomou todas as precauções necessárias para garantir a proteção da criança e nega que tenha solicitado à menina que passasse férias com ela, como vem sendo divulgado por terceiros.
Patrícia também informou que buscou auxílio junto ao Conselho Tutelar e à Prefeitura de Belo Horizonte, a fim de regularizar a situação de Alice. Com uma declaração de transferência de cuidados fornecida pela mãe, ela conseguiu matricular a menor em uma escola da rede pública municipal. A avó destacou que, desde que passou a cuidar da neta, notou melhorias no comportamento da criança, que antes apresentava agressividade e conflitos com colegas. Com o apoio de professores e realizando dinâmicas, ela afirma que Alice está estudando bem e apresentando uma mudança positiva.
A responsável pela criança também revelou que esteve na delegacia da Polícia Civil nesta quarta-feira para tratar do caso. Ela afirmou que, devido à rotina de trabalho como açougueira, costuma pagar uma babá para cuidar de Alice, mas que abriu mão do trabalho nesta ocasião para resolver a situação. Patrícia garante estar tranquila e confiante na sua posição, ressaltando que tomou todas as precauções desde o momento em que a menina entrou em sua casa. Ela declarou ainda que tem fé em Deus e que, desta vez, acredita que a criança não será retirada de seus cuidados, reforçando que Alice não é uma disputa entre ela e os pais.
Por fim, Patrícia afirmou que contratou um advogado para representá-la no processo. Ela alegou que a exposição que vem sofrendo é injusta e que pretende esclarecer a verdade sobre a origem da criança, ressaltando que possui todos os documentos que comprovam sua história de cuidado com Alice. A avó também questiona o motivo de toda a situação estar ocorrendo após um ano e meio, reforçando sua posição de que sempre cuidou da menina com responsabilidade e dedicação. O caso segue sob investigação pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e a situação atual da criança.









