O Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) tornou-se oficialmente uma universidade federal após a sanção da Lei nº 15.521/2026, publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira, 25 de setembro. A mudança, que havia sido inicialmente vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e posteriormente aprovada pelo Senado, representa um marco na história da instituição, que passa a se denominar Universidade Federal de Ciência e Inovação de Minas Gerais (UFCI-MG). A transformação possibilitará à instituição ampliar suas atividades acadêmicas, de pesquisa e inovação, fortalecendo sua missão de contribuir para o desenvolvimento regional e nacional.
A diretora-geral do Cefet-MG, Carla Chamon, celebrou a alteração, destacando que a mudança não implica uma ruptura com a identidade da instituição, mas sim um avanço na sua capacidade de oferecer uma formação de maior qualidade. Segundo ela, a nova condição permitirá um crescimento qualitativo na formação de profissionais e na geração de soluções para a sociedade, além de ampliar as possibilidades de pesquisa e inovação. Chamon reforçou que os cursos atualmente oferecidos, que vão do técnico à pós-graduação, serão mantidos sem interrupções, garantindo a continuidade da rotina acadêmica e administrativa durante o processo de transição. Ela ressaltou ainda que a nova universidade terá melhores condições de ampliar vagas, criar novos cursos e desenvolver projetos de pesquisa de ponta.
A legislação que oficializa a transformação prevê que o UFCI-MG continuará atuando como autarquia vinculada ao Ministério da Educação, com a missão de oferecer cursos de educação profissional técnica de nível médio, graduação e pós-graduação, além de promover pesquisas na área tecnológica. A mudança também traz a expectativa de que a instituição possa ampliar sua atuação nas nove cidades onde possui campi, fortalecendo sua presença e impacto regional. O objetivo é criar condições mais favoráveis ao desenvolvimento de projetos de inovação, de maior orçamento e de uma gestão mais eficiente, possibilitando uma expansão dos serviços oferecidos.
O processo de implantação da nova universidade será gradual, com a realização de ajustes na estrutura organizacional e na normatização interna, de modo a assegurar a continuidade das atividades acadêmicas e administrativas. O reitor e o vice-reitor, inicialmente nomeados de forma temporária pelo ministro da Educação, serão oficialmente nomeados pelo presidente da República, após a organização do estatuto da UFCI-MG. A legislação também define que o patrimônio da instituição será composto por instalações, áreas, prédios, equipamentos e bens doados por entidades públicas e privadas, além de recursos financeiros provenientes do orçamento da União, convênios, auxílios e receitas de serviços.
Carla Chamon destacou que a transformação é resultado de mais de 20 anos de dedicação de toda a comunidade acadêmica, representando o reconhecimento do esforço coletivo na consolidação da instituição no cenário educacional de Minas Gerais e do Brasil. Ela afirmou que a mudança reforça o compromisso com uma educação de excelência, ampliando as possibilidades de atuação e de desenvolvimento de projetos na região. Com a sanção da lei, o Cefet-MG se une a um grupo restrito de instituições brasileiras de ensino superior com conceito máximo do MEC, o que deve impulsionar ainda mais sua reputação e capacidade de inovação. Além do Cefet-MG, o Cefet-RJ também foi transformado em universidade federal, reforçando a tendência de expansão do ensino superior técnico e tecnológico no país.









