O corpo de Beatriz Vitória Aparecida Neves Moto, de 27 anos, foi localizado nesta semana em uma área de mata na cidade de Jaboticatubas, Minas Gerais, após 12 dias de buscas. Beatriz, que estava grávida de aproximadamente três meses, desapareceu no dia 9 de outubro, após sair de um bar no bairro Bom Jesus, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde estava acompanhada de amigos. Segundo relatos, ela recebeu uma ligação pouco antes de desaparecer, indicando que iria encontrar-se com uma pessoa em um carro na esquina do estabelecimento, e teria dito aos amigos que, se não retornasse em cinco minutos, deveriam procurá-la.
Após o tempo estipulado, os amigos de Beatriz tentaram localizar a jovem, mas ela já não estava mais no local. Relatos indicam que ela recebeu diversas chamadas de um número desconhecido e, antes de sumir, entrou em um carro que foi seguido pelos amigos, mas sem sucesso. Familiares afirmam que a jovem não tinha desavenças na cidade, sendo seu único problema um relacionamento conturbado com o ex-companheiro, que foi apontado como suspeito desde o início das investigações.
A polícia foi acionada após informações de que o ex-companheiro de Beatriz e sua atual namorada estavam envolvidos no desaparecimento. Estes dois suspeitos foram presos e levaram os investigadores até uma área de mata na região de Jaboticatubas, onde o corpo da jovem foi encontrado enterrado em uma cova rasa. O local, conhecido por receber frequentadores que praticam manobras com motos, é bastante movimentado, e moradores relataram que o casal suspeito já tinha sido visto diversas vezes na região, praticando atividades no local.
O corpo de Beatriz apresentava sinais de violência, incluindo amarras feitas com arame e indícios de que teria sido submetida a uma substância corrosiva, possivelmente soda cáustica, antes de ser enterrada. A identificação oficial foi confirmada por meio de tatuagens e objetos pessoais encontrados no local. Familiares agradeceram o trabalho da polícia, que conseguiu localizar o corpo, permitindo que fosse realizado o sepultamento.
Durante as investigações, os familiares também descobriram que Beatriz estaria grávida de três meses, o que pode ter sido um fator motivador do crime, segundo informações de parentes. Eles relatam que o relacionamento com o ex-companheiro durou cerca de um mês, tendo se separado há aproximadamente três meses, período compatível com a gravidez. Ainda de acordo com familiares, o suspeito teria reatado com sua namorada atual após ficar com Beatriz, o que reforça a suspeita de ciúmes ou motivação relacionada à gravidez.
Yuri Lopes, que estava iniciando um relacionamento com Beatriz, afirmou que o casal suspeito manteve uma rotina normal após o desaparecimento, participando de festas e atividades na cidade, como churrascos e passeios na cachoeira, sem demonstrar sinais de culpa ou preocupação. Familiares destacam que tanto o ex quanto a atual namorada de Beatriz já eram considerados suspeitos pela polícia e pela família, mas a motivação do crime ainda não foi completamente esclarecida.
A Polícia Civil de Minas Gerais segue investigando o caso para compreender toda a dinâmica do crime, buscando esclarecer as circunstâncias que levaram à morte de Beatriz Vitória e garantir que os responsáveis sejam responsabilizados. O corpo da jovem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exames complementares, enquanto os suspeitos permanecem à disposição da justiça.








