Os corpos dos três policiais militares mortos na queda de uma aeronave da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), ocorrida na tarde de sexta-feira em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IMLAR), em Belo Horizonte, onde estão sendo submetidos a exames periciais. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) neste sábado (10), que também divulgou detalhes sobre as vítimas e o andamento das investigações.
As vítimas identificadas são o tenente-coronel Luis Silvestre, comandante do Esquadrão de Aviões do Comando de Aviação do Estado (Comave), além das tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice Almeida. Segundo a PCMG, uma equipe de perícia foi enviada ao local do acidente, ocorrido na tarde de sexta-feira, próximo ao Aeroporto Regional de Ipatinga, às margens do km 43 da BR-458. As causas e as circunstâncias que levaram à queda da aeronave estão sob investigação conjunta da Polícia Civil e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), cada órgão atuando dentro de suas atribuições específicas.
O acidente envolveu uma aeronave de uso operacional da PMMG, conhecida como Pégasus 17, que decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16 de sexta-feira. Segundo informações oficiais, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) foi acionado às 16h20 para atender à ocorrência, que resultou na morte instantânea dos três ocupantes. A aeronave, um bimotor turbo-hélice Beechcraft Super King Air 300, com prefixo PP-EJO, foi fabricada em 1986 e tinha como finalidade atividades de transporte de órgãos para transplantes, transporte de tropas especiais, segurança e transporte de autoridades.
A aeronave passou por processos de modernização de equipamentos e sistemas, incluindo um procedimento de retrofit. A manutenção e as revisões estavam em dia, e as habilitações dos pilotos estavam regularizadas, com documentação válida até abril de 2027, conforme informações da própria PMMG. Ainda assim, as causas do acidente permanecem indefinidas, e as autoridades explicaram que é cedo para determinar as razões específicas que levaram à queda.
A missão dos pilotos envolvia uma verificação de rotina, de caráter anual, destinada a reavaliar as capacidades técnicas dos profissionais, o que reforça a preocupação com a segurança operacional. A Polícia Militar de Minas Gerais também informou que as vítimas eram pilotos experientes, e que a aeronave havia passado por melhorias recentes, incluindo atualizações de equipamentos.
Até o momento, detalhes sobre os velórios e sepultamentos dos policiais ainda não foram divulgados. As investigações continuam em andamento, com a expectativa de esclarecer as causas do acidente e possíveis fatores que contribuíram para a tragédia. O governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias pelo ocorrido, reconhecendo a importância do trabalho dos policiais e a gravidade do incidente.








