Um homem de 48 anos, ex-agente penitenciário, foi detido em flagrante na noite desta terça-feira (20 de outubro) na região Noroeste de Belo Horizonte, após disparar contra seu primo, de 36 anos, na bairro Glória. O incidente ocorreu após uma discussão familiar marcada por ameaças de morte, conforme registrado no boletim de ocorrência divulgado pelas autoridades policiais.
Segundo as informações apuradas, a relação entre o suspeito e a vítima era marcada por conflitos de longa data. O ex-agente penitenciário alegou que o primo, com quem mantinha uma relação conturbada, vinha o ameaçando repetidamente, chegando a dizer que iria “estourar sua cabeça”. Além disso, o suspeito afirmou que o primo também fazia ameaças contra sua companheira e suas filhas, o que agravaria ainda mais a situação de tensão entre eles.
De acordo com o relato do suspeito à polícia, os desentendimentos entre os dois tiveram um aumento recente, envolvendo conflitos relacionados a membros da família e também ao período em que o homem trabalhava no sistema prisional. Na noite do crime, os dois se encontraram no lote onde moram, localizado na rua Eugênia Neri. O ex-agente explicou que sua intenção era registrar uma ocorrência policial devido às novas ameaças que vinha recebendo, mas, ao chegar ao local, acabou encontrando o primo.
Durante a discussão, o suspeito afirmou que a vítima voltou a ameaçá-lo e fez menção de avançar contra ele, o que o levou a disparar duas vezes contra o primo. Testemunhas ouvidas pela Polícia Militar relataram que também ouviram ameaças feitas pela vítima antes dos disparos. A mãe do suspeito, que é tia do homem morto, contou que chegou a pedir ao sobrinho que parasse de ameaçar o filho dela. Outra testemunha afirmou que ouviu a vítima ameaçando matar o primo pouco antes dos tiros serem disparados. Por sua vez, a companheira da vítima relatou que, na ocasião, estava dentro de casa e não ouviu qualquer discussão, apenas os tiros.
Após ser atingido, o homem foi socorrido por familiares até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Pampulha, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu ao chegar na unidade de saúde. A arma utilizada no crime, uma pistola calibre .38 TPC, foi entregue pelo suspeito às autoridades policiais, que também apreenderam munições relacionadas ao caso.
O ex-agente penitenciário foi preso em flagrante e encaminhado às autoridades policiais para as providências cabíveis. A Polícia Civil assumiu as investigações para apurar as circunstâncias do homicídio e possíveis motivações do crime. O caso reforça a complexidade das relações familiares e a importância do acompanhamento de ameaças e conflitos internos para evitar tragédias.








