O corpo de Fernando Souto Moreira, de 34 anos, vítima da queda do monomotor ocorrida na manhã de segunda-feira (4), em BH, será velado e enterrado nesta terça-feira (5) em Jequitinhonha, cidade natal da família. A cerimônia ocorrerá no poliesportivo municipal, mas o horário ainda depende da chegada do corpo, que deixou a capital durante a madrugada.
Fernando era filho caçula do prefeito da cidade, Nilo Souto (PDT). Em nota oficial, a Prefeitura de Jequitinhonha lamentou a morte de Fernando: “A equipe do prefeito Nilo Souto comunica, com imenso pesar, o falecimento de seu filho, Fernando Souto Moreira. Um momento difícil, que nenhuma família está preparada para enfrentar”.
O acidente envolveu uma aeronave com cinco ocupantes e atingiu um prédio residencial no bairro Silveira. Além de Fernando, outras quatro pessoas estavam a bordo no momento do acidente.
- Wellington Oliveira, piloto, de 34 anos. Morreu ainda no local;
- Leonardo Berganholi, empresário, de 50 anos, morreu no Hospital João XXIII na noite de segunda (4);
- Arthur Schaper Berganholi, filho de Leonardo, de 25 anos, internado em estado grave;
- Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos, internado em estado grave.
O que se sabe sobre a queda de avião em BH?
O avião havia partido de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com seis ocupantes por volta das 9h de segunda-feira (4). Após pousar no Aeroporto da Pampulha, duas pessoas desembarcaram e Hemerson embarcou. Em seguida, a aeronave voltou a decolar com destino a São Paulo.
Segundo informações iniciais, o piloto relatou dificuldades durante a decolagem à torre de controle antes da queda. O avião caiu no estacionamento de um prédio residencial. Não houve vítimas entre moradores ou pessoas em solo.
A aeronave era um EMB-721C, fabricado em 1979, conhecido popularmente como “sertanejo”. Conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil, o modelo tinha situação de aeronavegabilidade regular, mas não possuía autorização para operar como táxi aéreo, ou seja, não poderia realizar transporte comercial remunerado de passageiros.
O grupo a bordo era ligado à Uaitag, empresa do setor de tecnologia e cartões.
As causas do acidente seguem sob investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos e da Polícia Civil de Minas Gerais.






