Um homem de 28 anos, identificado como João Paulo Magela Teixeira, foi morto após trocar tiros com policiais na noite desta segunda-feira, 19 de outubro, no interior de um sítio localizado na zona rural de Funilândia, na Região Central de Minas Gerais. A vítima, Gerssica de Souza Vieira, de 31 anos, foi assassinada pelo próprio companheiro, que também divulgou um vídeo nas redes sociais mostrando o corpo da mulher após o crime. O episódio ocorreu próximo a Sete Lagoas e resultou em uma intervenção policial que culminou na morte do suspeito.
Segundo informações do boletim de ocorrência, João Paulo enviou uma gravação do corpo de Gerssica, caída no chão com ferimentos na cabeça e sangramento, para o status de uma rede social. Na mesma mensagem, ele afirmou: “É assim que vocês vão lembrar dela”. A mulher foi atingida por disparos de arma de fogo na noite de segunda-feira, enquanto se encontrava em um sítio na zona rural de Funilândia. O suspeito também enviou as imagens do crime ao filho do proprietário da fazenda, que imediatamente acionou a Polícia Militar.
Ao chegarem ao local, os policiais encontraram Gerssica morta, com os tornozelos amarrados por uma corda e o corpo parcialmente suspenso pelos pés, indicando uma possível tentativa de dissimular o crime ou de realizar algum tipo de ritual. A perícia constatou quatro perfurações provocadas por armas de fogo no corpo da vítima, sendo duas no rosto — uma na orelha esquerda e outra na perna direita — além de hematomas arroxeados espalhados pelo corpo, evidências de violência anterior ou luta corporal.
O boletim de ocorrência revelou também que João Paulo trocou um veículo de sua propriedade por uma arma de fogo usada no crime, uma informação confirmada pelo filho do proprietário do sítio durante o registro policial. Durante a ação policial, o suspeito reagiu atirando contra os militares, que revidaram com nove disparos. João Paulo foi atingido e morreu no local, após o confronto. A arma apreendida foi uma carabina semiautomática calibre .22, da marca CBC, apresentando mau estado de conservação. Além da arma, os policiais recolheram dois celulares, incluindo um que pode ter sido utilizado para divulgar as imagens do crime.
A investigação também revelou que João Paulo já possuía histórico de violência doméstica contra Gerssica, tendo sido acompanhado pela Patrulha de Prevenção à Violência Doméstica (PPVD) da Polícia Militar. De acordo com o boletim, ele tinha registros de lesão corporal e agressões contra a companheira, que recebia acompanhamento especializado da corporação. Gerssica, inclusive, estava na fase final do atendimento de suas denúncias de violência antes de ser vítima de feminicídio.
Durante o episódio, a mãe de Gerssica, uma idosa com deficiência visual e totalmente dependente dos cuidados da filha, estava na propriedade. Ela foi encontrada pelos policiais dentro de uma das casas no momento do confronto, sem saber inicialmente da morte da filha. A assistência social de Funilândia foi acionada para garantir o acolhimento da idosa, que permanece sob cuidados especializados.
Os corpos de Gerssica e João Paulo foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) para perícia. A Polícia Civil assumirá as investigações para esclarecer as circunstâncias do feminicídio e do confronto, além de aprofundar as motivações do crime. Este caso reforça a preocupação com a violência doméstica na região e a necessidade de ações preventivas e de proteção às vítimas.






