Uma jovem de 18 anos foi vítima de estupro após ser atraída por uma falsa oferta de trabalho como babá em Ipatinga, na região do Vale do Aço, em Minas Gerais. O crime ocorreu no dia 13 de outubro deste ano. Um homem suspeito de envolvimento no caso, cuja idade não foi divulgada, foi preso preventivamente pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta quinta-feira (29/10).
Segundo a PCMG, a vítima procurou uma delegacia no dia 20 de outubro, uma semana após o episódio, para relatar o que havia ocorrido. Em depoimento, ela contou que recebeu uma mensagem de uma pessoa que se identificava como “Letícia”. A mulher dizia estar procurando uma babá para cuidar da filha, de 4 anos.
O contato teria sido iniciado em um grupo de mensagens voltado à contratação de profissionais para diferentes tipos de serviços. De acordo com a investigação, a jovem foi informada de que um conhecido da suposta contratante iria buscá-la de motocicleta. O ponto combinado para o encontro foi em frente a uma farmácia, no bairro Canaã, em Ipatinga.
Depois de encontrar a vítima no local indicado, o suspeito teria afirmado que a levaria até “Letícia”, responsável pela suposta oportunidade de trabalho. No entanto, conforme o relato apresentado à Polícia Civil, ele alterou o trajeto e seguiu para uma área escura de uma estrada de terra. Foi nesse local que, segundo a vítima, ocorreu o estupro.
Após o crime, o homem teria deixado a jovem em frente a um supermercado localizado no bairro Cidade Nova, em Santana do Paraíso. Ainda de acordo com a polícia, ele afirmou que a mulher que havia oferecido o emprego estaria esperando por ela no local. A suposta contratante, porém, não apareceu.
Durante as diligências, a Polícia Civil prendeu preventivamente o suspeito e apreendeu a motocicleta que teria sido utilizada para buscar a vítima. Também foram recolhidos um telefone celular e um pen drive, materiais que poderão auxiliar na apuração do caso.
Após a prisão, o homem confirmou aos investigadores que participava do grupo de mensagens usado para intermediar a contratação de serviços. Ele também teria admitido que utilizava um nome feminino para abordar mulheres no privado e oferecer supostos trabalhos como babá.
Conforme a PCMG, o suspeito declarou que costumava convidar as mulheres para praticar atos sexuais durante o trajeto, mas negou ter obrigado qualquer uma delas. Ainda segundo o relato atribuído a ele, mais de dez mulheres teriam sido abordadas dessa maneira.
A prisão preventiva foi determinada no curso da investigação. A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias do caso e a possível existência de outras vítimas relacionadas à abordagem feita por meio do grupo de mensagens.








