Minas Gerais está sob alerta meteorológico ativo neste domingo (11), com quatro avisos emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), válidos até as 23h59 de terça-feira (13). Destes, dois alertam para a possibilidade de tempestades severas com granizo, enquanto outros dois indicam risco de baixa umidade do ar em distintas áreas do estado.
Os alertas de tempestade abrangem 315 municípios distribuídos por diversas regiões, incluindo o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a região Central Mineira, a Zona da Mata, o Vale do Rio Doce, o Oeste, o Sul e Sudoeste, o Campo das Vertentes, a Região Metropolitana de Belo Horizonte e o Noroeste de Minas. Essas áreas podem experimentar precipitações de 30 a 60 milímetros por hora, podendo chegar a até 100 milímetros ao longo do dia. Além disso, há previsão de ventos de 60 a 100 km/h, o que aumenta o risco de danos materiais, interrupções no fornecimento de energia elétrica, queda de galhos, alagamentos e prejuízos às plantações. A possibilidade de granizo também foi destacada, o que reforça o risco de danos às estruturas e às atividades agrícolas na região.
Ao mesmo tempo, uma parcela significativa do estado enfrenta problemas relacionados à baixa umidade do ar. Um total de 237 cidades estão sob diferentes níveis de alerta, sendo 144 municípios classificados como de risco moderado, com umidade relativa do ar variando entre 30% e 20%. Essas regiões incluem o Norte de Minas, Jequitinhonha, Noroeste e partes da Central Mineira. A baixa umidade pode gerar efeitos adversos à saúde, especialmente para pessoas com doenças respiratórias, além de aumentar o risco de incêndios florestais. Apesar do risco, o alerta amarelo indica um baixo risco de incêndios de grande proporção, mas recomenda cuidados adicionais.
Já o alerta laranja, mais severo, atinge oito cidades localizadas no Norte e Noroeste de Minas. Nessas localidades, a umidade relativa do ar pode cair para níveis entre 20% e 12%, considerado um dado alarmante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda índices entre 40% e 70% para a saúde humana e o bem-estar. A exposição prolongada a esses níveis de baixa umidade pode causar desconforto respiratório, ressecamento da pele e agravamento de condições clínicas existentes.
Essa combinação de fatores meteorológicos reforça a necessidade de atenção por parte da população e das autoridades locais, especialmente em regiões mais vulneráveis a eventos climáticos extremos. As previsões indicam que as condições climáticas podem variar bastante em diferentes partes do estado, exigindo ações de preparo e monitoramento contínuo até o término dos avisos, previstos para a próxima terça-feira.









