Uma mulher de 43 anos, que atua como manicure, foi vítima de uma agressão por parte de seu sobrinho, de 37 anos, na cidade de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima sofreu uma fratura no braço ao tentar se defender do ataque, ocorrido após uma confraternização familiar no bairro Nações Unidas. O incidente aconteceu no último domingo, dia 6 de outubro, e resultou na abertura de um boletim de ocorrência, além do pedido de uma medida protetiva por parte da vítima.
Segundo relatos, a comemoração de aniversário contou com a presença de parentes e uma vizinha, quando uma discussão envolvendo o sobrinho de Gracilene Aparecida Martins Carmo teria se iniciado. Por volta das 18h30, o homem deixou o local em meio a ameaças, dizendo que “o bicho ia pegar”. Posteriormente, ele foi visto portando um facão e uma Bíblia, o que agravou a preocupação dos presentes.
A situação se intensificou quando a vítima acompanhava uma vizinha até a residência dela, situada em frente à casa onde reside. Nesse momento, o sobrinho, identificado como Davidson, teria tentado invadir a residência da mulher portando um facão, dando início a uma nova discussão. Gracilene relata que foi atacada durante esse confronto e tentou se defender, o que resultou na fratura do braço em dois pontos diferentes.
Moradores da região teriam interferido na briga e acionado a Polícia Militar, que compareceu ao local para conter a situação. A vítima relata que, devido à agressão, tem sentido dores intensas e necessita de medicação contínua. Além do impacto à saúde, o episódio comprometeu sua capacidade de trabalho, já que ela depende das mãos para exercer suas atividades como manicure autônoma. Com o braço imobilizado, ela encontra dificuldades para realizar suas tarefas profissionais, o que também afeta sua renda.
A origem do conflito, segundo a família de Gracilene, está relacionada a desentendimentos antigos envolvendo a propriedade de terrenos onde ficam as duas casas que ela e seus filhos ocupam. A família alega que os problemas começaram após a mudança de residência de Gracilene com os filhos para as novas casas, que teriam sido cedidas à família, e que o sobrinho possui ligação com o terreno onde estão os imóveis.
Após o episódio, a vítima registrou um boletim de ocorrência na polícia e solicitou uma medida protetiva contra o sobrinho, que ela teme que possa tentar novos ataques. Gracilene afirma estar com medo de uma nova agressão e desconfiar do paradeiro de Davidson, além de não saber se ele pretende procurá-la novamente.
A família de Gracilene expressa preocupação com a demora na concessão da medida protetiva e reforça o temor de que o suspeito retorne ao local, podendo ocasionar uma situação ainda mais grave. A Polícia Civil foi procurada para esclarecer o andamento do procedimento, incluindo a situação do suspeito, o status do pedido de medida protetiva e os passos adotados após o registro da ocorrência. A reportagem aguarda retorno oficial das autoridades para informações adicionais sobre o caso.








