Uma mulher de 44 anos, detida na noite desta segunda-feira (12) pela Polícia Militar (PM) de Minas Gerais, após ficar com uma carteira entregue por engano por funcionários de um estabelecimento comercial localizado na Avenida Abílio Machado, no bairro Alípio de Melo, na região Noroeste de Belo Horizonte, foi ouvida e liberada pela Polícia Civil da cidade. O caso, que teve detalhes exclusivos apurados pela RECORD Minas, chamou atenção pela forma como ocorreu a abordagem e pelos procedimentos adotados pelas autoridades locais.
Segundo informações da Polícia Militar, a vítima do furto por equívoco percebeu o desaparecimento da carteira, que continha documentos pessoais, cartões bancários e uma quantia de R$ 7 em dinheiro, ao perceber que ela não estava mais com ela. Após notar o desaparecimento, a vítima procurou o gerente do estabelecimento para relatar o ocorrido. Com o auxílio das imagens do circuito de segurança, os funcionários verificaram que a objeto havia sido entregue, por engano, a uma cliente que, posteriormente, foi identificada como a suspeita.
As imagens de segurança mostram a mulher, vestindo blusa azul e bermuda preta, examinando o conteúdo da carteira antes de guardá-la na cintura. Em seguida, ela retirou uma carteira que estava na parte de trás da roupa e utilizou os cartões e documentos para realizar uma compra no estabelecimento. Após a transação, a mulher deixou o local em um Volkswagen Gol vermelho, veículo que também foi registrado nas imagens de segurança.
Com as características físicas da suspeita e o apoio do setor de inteligência do 34º Batalhão da Polícia Militar, os policiais conseguiram identificar um possível endereço da mulher. No local, os agentes encontraram a suspeita usando as mesmas roupas vistas nas câmeras de segurança, reforçando a hipótese de sua participação no episódio. Durante o interrogatório, ela alegou que havia pego a carteira por engano, acreditando que fosse sua, e que tinha a intenção de devolvê-la posteriormente. Contudo, a Polícia Militar destacou que mais de uma hora se passou desde o momento em que ela recebeu o objeto, sem que ela tivesse procurado a vítima para devolver a carteira ou os documentos.
A mulher recebeu voz de prisão por suspeita de apropriação de coisa havida por erro, conforme previsto na legislação. A carteira, contendo documentos, cartões e os R$ 7 em dinheiro, foi recuperada pelos policiais. Apesar de ter sido ouvida na 2ª Central Estadual do Plantão Digital, a suspeita foi liberada após o depoimento, uma decisão que, segundo a Polícia Civil, visa permitir a realização de diligências preliminares para esclarecer as circunstâncias do episódio. As investigações continuam sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia da Região Noroeste de Belo Horizonte, que deverá dar continuidade às apurações sobre o caso.







