A navegação na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, foi oficialmente retomada neste sábado (10), após um período de testes realizado de dezembro de 2025 a junho de 2026. Com o clima favorável, sob céu azul e temperaturas elevadas, o passeio de barco voltou a operar de forma definitiva, consolidando-se como mais uma atração turística na capital mineira. A iniciativa visa oferecer uma nova perspectiva do conjunto arquitetônico que integra o Complexo Moderno da Pampulha, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade.
Segundo Eduardo Cruvinel, presidente da Belotur, a retomada do passeio amplia as opções de lazer e cultura na região, além de valorizar o potencial turístico do local. Ele destacou que, diferentemente da fase de testes, a nova etapa do serviço busca proporcionar uma experiência mais confortável e acessível aos visitantes, com maior disponibilidade de assentos, instalação de banheiros e melhorias na infraestrutura.
Para marcar o retorno, os passeios serão gratuitos nos três dias iniciais de operação. As saídas programadas para este sábado ocorreram às 13h30, 15h30 e 17h30, enquanto no domingo (11) os horários serão às 15h30 e 17h30. Na segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças, a gratuidade será estendida a todos os horários de funcionamento, às 10h30, 13h30, 15h30 e 17h30. Os ingressos para esses dias já estão disponíveis gratuitamente na plataforma Sympla, sujeitos à disponibilidade de vagas, com embarques realizados no Centro de Atendimento do Turista (CAT) Veveco.
A reportagem de O TEMPO participou do primeiro passeio nesta nova fase, que percorreu os principais pontos arquitetônicos da lagoa, incluindo a Casa do Baile, o Museu Casa Kubitschek, o estádio Mineirão e a Igreja de São Francisco de Assis. O barco, decorado com a figura de uma capivara — símbolo da Lagoa da Pampulha —, comporta até 71 pessoas sentadas e dispõe de um deck superior com capacidade para até 15 indivíduos, proporcionando uma visão panorâmica do cenário.
O passeio, realizado sem odores ou mau cheiro, oferece uma experiência agradável, especialmente em dias de calor intenso, com o vento e água mineral gelada disponíveis gratuitamente para os visitantes. Um dos momentos mais marcantes foi a passagem pela icônica igreja de São Francisco de Assis, quando diversos transeuntes acenaram para os passageiros, evidenciando a integração entre o público e a atração.
A iniciativa possibilita uma visão diferenciada da Lagoa da Pampulha, contrastando com a rotina habitual de observação do local de fora da água. Além de ampliar o potencial turístico de Belo Horizonte, a atividade coloca a cidade em um patamar semelhante ao de outras capitais famosas por suas atividades aquáticas, como o Rio de Janeiro, cuja Lagoa Rodrigo de Freitas oferece opções de pedalinho, stand-up paddle e remada.
A receptividade ao passeio foi positiva. O professor universitário Alfredo Maximiano, de 50 anos, natural da Espanha e atualmente lecionando na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), destacou a segurança e acessibilidade do serviço. Ele, que estava na lagoa realizando trabalho de campo com alunos, afirmou ter achado a experiência “incrível” e comparou a iniciativa às atividades similares praticadas na Europa.
Entre os estudantes presentes, estava Berilo dos Santos, de 19 anos, de São Paulo, que expressou entusiasmo por poder apreciar a paisagem de dentro da lagoa. Para ele, o passeio representa uma oportunidade de contato mais próximo com a beleza do local, reforçando seu apreço por Belo Horizonte e sua região.






