Na manhã deste domingo (4), as operações relacionadas às eleições em Minas Gerais tiveram início com ações coordenadas entre a Polícia Militar e o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG). A principal atividade foi a realização da escolta das urnas eletrônicas até os locais de votação, além da emissão da zerésima, procedimento que confirma que os equipamentos estão sem votos registrados antes do início do pleito.
A movimentação começou antes mesmo da abertura oficial das seções eleitorais, com a Polícia Militar mobilizando mais de 40 mil policiais para garantir a segurança durante todo o processo eleitoral no estado. Cada um dos 853 municípios mineiros conta com pelo menos um oficial destacado para acompanhar a operação, que inclui a escolta das urnas até os locais de votação. Essa estratégia foi elaborada com base em análises do histórico de ocorrências em eleições anteriores, visando minimizar riscos e assegurar a integridade do processo eleitoral.
No bairro Gameleira, na região Oeste de Belo Horizonte, integrantes do 5º Batalhão da Polícia Militar se prepararam para seguir com as urnas eletrônicas rumo às cidades do interior de Minas Gerais. Essa operação faz parte de um esquema especial de segurança, que visa proteger os equipamentos e prevenir possíveis irregularidades durante a votação.
Antes da abertura das seções, cada urna eletrônica realiza a emissão da zerésima, um procedimento obrigatório que consiste na impressão de um relatório que demonstra que nenhum voto foi registrado na máquina até aquele momento. Essa verificação é acompanhada por mesários e pode ser fiscalizada por representantes dos partidos políticos, garantindo transparência ao processo. Uma cópia do relatório é fixada em local visível na seção eleitoral, permitindo que os eleitores tenham acesso à confirmação de que o equipamento está limpo de votos anteriores.
Além do transporte e da segurança das urnas, as forças de segurança também atuarão na fiscalização de irregularidades eleitorais, como boca de urna, compra de votos, transporte irregular de eleitores, além de coação, ameaças ou assédio eleitoral. Os eleitores que presenciarem qualquer situação suspeita podem acionar a polícia, que está de prontidão para atuar conforme previsto na legislação.
A legislação eleitoral estabelece ainda regras específicas para prisões durante o período eleitoral. Desde cinco dias antes do início da votação até 48 horas após o encerramento, nenhuma pessoa pode ser presa ou detida, salvo em casos previstos na legislação.
Para as próximas eleições em 2026, Minas Gerais contará com um total de 55.820 urnas eletrônicas, sendo 5.019 delas na capital, Belo Horizonte. Essas máquinas passarão por procedimentos similares ao longo do dia, incluindo a emissão da zerésima, que reforça o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência e a segurança do processo democrático.









