Um dos principais suspeitos na investigação da morte de Beatriz Vitória, identificada como Carla Luiza da Silva, de 23 anos, e seu namorado, Samuel Castro Melo, de 18 anos, já tinha antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas. Samuel foi detido em 21 de março deste ano, durante uma operação da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), após denúncias anônimas que apontaram a residência de um menor de idade como ponto de uso e armazenamento de drogas. Na ocasião, Samuel estava no local e foi preso em flagrante, após os policiais encontrarem no imóvel drogas, munições e um caderno com registros de contabilidade do tráfico.
Segundo os autos do processo, o adolescente que permitiu a entrada dos policiais na residência revelou onde estavam armazenadas as drogas e as munições. No local, também foram apreendidos 671 microtubos contendo substância análoga à cocaína, totalizando aproximadamente 700 gramas, além de uma pedra grande de cocaína com peso de 114 gramas, e 305 gramas de maconha dividida em vários pedaços, incluindo uma barra grande. Os policiais ainda apreenderam 11 frascos de lança-perfume, com volume total de 605 mililitros, além de 50 munições intactas, materiais utilizados para a fabricação de drogas e a quantia de R$ 500,00 em dinheiro.
Apesar de estar presente na cena, Samuel Castro Melo foi liberado após os procedimentos, pois não portava material ilícito no momento da abordagem. Ele não foi indiciado nem denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) nesta ocasião. Entretanto, sua participação no tráfico de drogas reforça seu histórico criminal, que é distinto do envolvimento direto no homicídio de Beatriz Vitória.
A prisão de Samuel foi convertida para preventiva na audiência de custódia realizada na Vara Única da Comarca de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde de quinta-feira, 22 de outubro. A medida foi adotada pelo juiz Rodrigo Fernando Di Gioia Colosimo, que determinou a manutenção da prisão preventiva, considerando a gravidade do crime e os riscos à investigação.
O caso que resultou na morte de Beatriz Vitória, de 27 anos, teve início em 9 de outubro, após familiares e amigos denunciarem seu desaparecimento. A vítima foi vista pela última vez em um bar com amigos, quando recebeu uma ligação de número desconhecido. A partir do diálogo, eles identificaram o interlocutor como Samuel Castro Melo, ex-companheiro de Beatriz. Após a ligação, ela se deslocou até uma rua de terra, mas retornou logo em seguida, alegando ter visto alguém desconhecido no carro. Antes de desaparecer, pediu que seus amigos procurassem por ela caso não retornasse em cinco minutos.
No dia seguinte, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) iniciou as buscas por Beatriz, que foi encontrada morta na última quarta-feira, 21 de outubro, em uma área de mata afastada do município de Jaboticatubas. A investigação aponta que ela foi vítima de homicídio, cuja autoria ainda está sendo apurada. Carla Luiza da Silva, companheira de Samuel, também foi presa em flagrante e teve sua prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia. As autoridades continuam as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime e a participação de cada suspeito.
Este caso evidencia a complexidade das investigações envolvendo homicídios relacionados ao tráfico de drogas e relacionamentos pessoais, além de reforçar o histórico criminal de Samuel Castro Melo, que já tinha passagem pela polícia por atividades ilícitas.









