Uma cobertura foi instalada irregularmente no chamado “Beco do Alemão”, no bairro Novo Aarão Reis, na região Norte de Belo Horizonte, e, segundo denúncia do vereador Sargento Jalyson (PL), teria como objetivo dificultar o monitoramento e as ações das forças de segurança contra o tráfico de drogas na área. A estrutura teria sido colocada há aproximadamente duas semanas. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) já foi acionada para providenciar a remoção.
Um vídeo obtido pela reportagem de O TEMPO mostra o telhado instalado ao longo do beco. De acordo com o parlamentar, o local é considerado pelas autoridades um ponto de venda de drogas. A cobertura teria sido construída para impedir a visualização da área por drones utilizados pelas forças policiais durante operações de monitoramento.
Sargento Jalyson afirmou que a iniciativa apresenta semelhanças com uma estratégia atribuída a criminosos do Comando Vermelho (CV) em comunidades do Rio de Janeiro. Segundo ele, a instalação de coberturas em becos pode criar uma barreira visual e dificultar a identificação de movimentações relacionadas ao tráfico.
Além de interferir no trabalho da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o telhado também poderia prejudicar ações de fiscalização realizadas pela Prefeitura de Belo Horizonte. O vereador citou, entre essas atividades, as operações de combate à dengue, que dependem do acesso e da observação de áreas urbanas para identificar possíveis focos do mosquito transmissor.
“Traficantes do Comando Vermelho começaram a usar as coberturas para atrapalhar as ações de monitoramento do tráfico por meio de drone. O objetivo deles é criar um campo de bloqueio visual para as forças de segurança e os órgãos fiscalizadores. Estamos aguardando uma resposta da prefeitura, que é quem pode remover estruturas instaladas de forma irregular”, declarou Jalyson.
A denúncia ocorre em um momento em que a região do Novo Aarão Reis recebe ações voltadas ao combate à criminalidade. Conforme o vereador, a PMMG tem realizado operações consideradas incisivas no bairro e nas áreas próximas. Ele também mencionou uma atuação conjunta entre a Polícia Militar, a Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte (GCMBH) e a fiscalização da prefeitura.
Segundo Jalyson, essa articulação resultou no fim do chamado “Baile do NAR”. Para o parlamentar, a medida representou um prejuízo para o tráfico de drogas na região, embora a matéria não detalhe quando a ação ocorreu nem quais procedimentos foram adotados pelos órgãos envolvidos.
“A Polícia Militar tem trabalhado de forma incisiva no local, combatendo a criminalidade. Em um trabalho nosso com a Guarda Municipal e a fiscalização da prefeitura, conseguimos eliminar o Baile do NAR, o que representa um prejuízo para o tráfico de drogas na região”, afirmou o vereador.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Militar de Minas Gerais, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a Prefeitura de Belo Horizonte e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG) para obter posicionamentos sobre a instalação da estrutura, a denúncia de interferência no uso de drones e as providências previstas. Até o momento, as respostas eram aguardadas.








