Cerca de 45 mil unidades consumidoras permaneciam sem energia elétrica em Belo Horizonte na manhã desta segunda-feira (26), após o temporal que atingiu a capital mineira no domingo (25). A Cemig informou que aproximadamente 222 mil clientes chegaram a ser afetados no pico das ocorrências. Até o início desta segunda, cerca de 177 mil consumidores haviam tido o fornecimento restabelecido, o equivalente a aproximadamente 80% do total prejudicado na cidade.
Em todo o estado de Minas Gerais, a tempestade atingiu aproximadamente 640 mil clientes da companhia. Desse total, 410 mil já haviam recuperado o serviço, enquanto 230 mil ainda aguardavam a normalização do fornecimento. A Cemig classificou o episódio como o evento climático de maior impacto sobre o sistema de distribuição da empresa em seus 74 anos de história.
As condições meteorológicas provocaram danos em diferentes regiões do estado. As rajadas de vento alcançaram 150 km/h em Patos de Minas, 105 km/h em Lavras e 90 km/h em Belo Horizonte. A força dos ventos afetou a rede elétrica e ampliou o número de ocorrências atendidas pelas equipes da concessionária.
Quatro mil profissionais atuam no atendimento
Segundo a Cemig, cerca de 4 mil profissionais foram mobilizados para trabalhar na recuperação do sistema elétrico em Minas Gerais. As equipes atuam em reparos na rede, na correção dos danos provocados pelo temporal e na realização de manobras operacionais destinadas a reduzir o número de consumidores sem energia.
A companhia informou que os serviços seriam mantidos de forma ininterrupta, com prioridade para as ocorrências consideradas de maior impacto. Em Belo Horizonte, a expectativa era ampliar o número de clientes atendidos ao longo desta segunda-feira. No entanto, a Cemig não divulgou um horário específico para a normalização completa do fornecimento na capital.
Apesar do avanço nos trabalhos, milhares de consumidores ainda enfrentavam os efeitos da interrupção de energia em Belo Horizonte e em outras cidades mineiras. A duração da falta de luz também trouxe dificuldades para estabelecimentos comerciais que dependem do fornecimento elétrico para manter equipamentos e conservar produtos.
Falta de energia prejudica comércio no Barreiro
Na região do Barreiro, comerciantes precisaram adaptar o funcionamento dos estabelecimentos durante a manhã desta segunda-feira. Na avenida Olinto Meireles, a lanchonete onde trabalha a balconista Lucilene Santos, de 27 anos, teve o movimento reduzido por causa da interrupção no serviço.
Além de afetar o atendimento ao público, a falta de energia comprometeu a conservação dos alimentos armazenados no local. Sem o funcionamento adequado dos equipamentos, produtos congelados começaram a descongelar, aumentando o risco de perdas para o estabelecimento.
“O movimento abaixou. Está tudo descongelado, tudo”, relatou Lucilene. Segundo a balconista, os funcionários precisaram modificar a rotina e preparar alguns dos alimentos que estavam armazenados como forma de tentar evitar prejuízos. Ela também demonstrou preocupação com os produtos descongelados e afirmou que, até o momento da entrevista, não havia recebido uma previsão para o retorno da energia.
A Cemig reiterou que as equipes continuam mobilizadas para recuperar o fornecimento, priorizando os casos de maior impacto. A situação permanecia em atualização nesta segunda-feira, com consumidores ainda à espera da conclusão dos reparos na rede elétrica.
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