
Dívida estadual, impostos, segurança e serviços públicos marcaram o encontro entre seis candidatos na noite de terça-feira (29).
A dívida de Minas Gerais e a capacidade de financiar as promessas de campanha estiveram no centro do debate promovido pela TV Globo na noite desta terça-feira, 29 de setembro. Participaram Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB), Mateus Simões (PSD) e Patrus Ananias (PT). O encontro também abordou segurança, violência contra a mulher e desenvolvimento regional. CNN Brasil
Além das propostas, os candidatos trocaram cobranças sobre alianças e administrações anteriores. Cleitinho e Patrus, líderes nas pesquisas, receberam críticas dos adversários e defenderam suas trajetórias. Veja os principais destaques de cada participante. Folha
Cleitinho: redução do IPVA e revisão dos pedágios
Cleitinho reafirmou a promessa de reduzir o IPVA e revisar os contratos de concessão das rodovias. Ao discutir o Sul de Minas, criticou cobranças de pedágio sem melhorias suficientes nas estradas. Roscoe questionou como a redução do imposto seria compensada nas contas públicas. O senador também afirmou que pretende dialogar com qualquer presidente eleito e governar para todos, apesar de seu posicionamento à direita. CNN Brasil
Patrus Ananias: renegociação da dívida e revisão das isenções
Patrus defendeu ampliar o prazo de pagamento da dívida estadual, buscando negociação com o governo federal caso Lula seja reeleito. Também propôs rever benefícios fiscais para abrir espaço a investimentos em serviços públicos. Cobrado sobre o legado do ex-governador Fernando Pimentel, respondeu que sua candidatura deve ser avaliada pela própria trajetória como prefeito e ministro. Folha
Alexandre Kalil: resolver as contas antes de prometer novos gastos
Kalil sustentou que enfrentar a dívida é condição para viabilizar as propostas apresentadas no debate. Questionou promessas de redução de impostos e aumento de despesas sem solução financeira. Na segurança, defendeu recompor as forças policiais e melhorar a remuneração dos profissionais. Também criticou a falta de integração do transporte metropolitano e defendeu melhorias sem elevar as tarifas. CNN Brasil
Flávio Roscoe: incentivos fiscais e geração de empregos
Roscoe defendeu os incentivos tributários como instrumentos para atrair investimentos, gerar empregos e ampliar a arrecadação. A posição se contrapôs à proposta de Patrus de rever as isenções. O candidato do PL também cobrou de Cleitinho uma explicação sobre como compensar a perda de receita com a redução do IPVA, colocando a sustentabilidade financeira das promessas no centro do confronto. Folha
Gabriel Azevedo: combate às facções dentro dos presídios
Gabriel destacou a instalação de bloqueadores de celulares nos presídios para impedir que organizações criminosas continuem comandando ações fora das unidades. Na discussão com Kalil, argumentou que o sistema prisional precisa integrar a estratégia de segurança. O candidato também apresentou medidas de arborização e proteção de encostas para prevenir enchentes na Zona da Mata. CNN Brasil
Mateus Simões: defesa da gestão e ampliação da saúde regional
Simões procurou defender as entregas do governo e destacou os hospitais regionais. Questionado por Kalil sobre Sete Lagoas, afirmou que a unidade havia sido aberta no dia anterior ao debate. Também citou a conclusão do hospital de Governador Valadares e anunciou uma proposta de nova unidade no Norte de Minas. Na segurança, defendeu monitoramento de criminosos e ações para fortalecer a independência financeira das mulheres. Brasil de Fato
O principal contraste do encontro esteve nas soluções para financiar o próximo governo: renegociar a dívida, rever benefícios fiscais, estimular investimentos ou reorganizar prioridades. As discussões mostraram que a execução das propostas dependerá tanto das contas estaduais quanto da relação de Minas com o governo federal.
Pergunta de Cleitinho a Simões termina em acusação de oferta de R$ 10 milhões em propina
No último bloco do debate da Globo, Cleitinho citou Euclydes Pettersen e outros aliados e pediu que Mateus Simões falasse sobre eles. Na resposta, o governador afirmou que Pettersen teria lhe oferecido R$ 10 milhões em propina para facilitar um contrato, durante um casamento. Simões disse que recusou a oferta, denunciou o episódio e já havia alertado Cleitinho sobre o caso. Trata-se de uma acusação feita pelo candidato no debate. em.com.br
Cleitinho rebateu lembrando que Simões também havia se encontrado com Pettersen em Divinópolis. O governador confirmou o encontro, mas afirmou que ocorreu a pedido do senador e antes do episódio mencionado. Cleitinho declarou que não responde pelos atos de aliados e defendeu que qualquer irregularidade seja investigada, com punição dos responsáveis. em.com.br
Ao final, o senador tentou diminuir o tom do confronto, lembrando que os dois poderiam precisar trabalhar juntos depois da eleição: se Simões vencesse, Cleitinho continuaria no Senado; se ele próprio fosse eleito, poderia precisar do adversári









