O ex-prefeito do Rio de Janeiro e candidato derrotado ao governo estadual, Eduardo Paes (PSD), utilizou suas redes sociais para oficializar seu apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. A manifestação ocorreu nesta semana, após o resultado do primeiro turno, e veio acompanhada de comentários que, embora não tenham menções diretas, fizeram críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o cargo de presidente da República contra Lula nesta fase do pleito.
Em publicação na plataforma X, antiga rede social Twitter, Paes afirmou: “Acabou o fim de semana no sítio! Agora é luta pro Rio entender o quanto o presidente Lula ajudou esse lugar. É hora de falar de vida real! Terra plana e ideologia de gênero não enchem barriga nem tornam mais fácil a vida de ninguém.” As declarações indicam uma tentativa de direcionar o debate para questões mais concretas, distanciando-se de temas considerados ideológicos e reforçando a importância do apoio ao atual presidente, reconhecendo sua contribuição para o estado do Rio de Janeiro.
Antes de reforçar seu apoio a Lula, Paes já havia declarado publicamente sua preferência pelo atual mandatário brasileiro. Durante uma visita à Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, três dias após o primeiro turno, ele afirmou: “Voto no presidente Lula, faço campanha para o presidente Lula.” Essa declaração reforça a sua posição, embora também ressalte que não se considera um integrante do PT ou alguém que pensa exatamente igual ao presidente, afirmando: “Eu não sou do PT, eu não penso tudo igual ao Lula, eu não sou um vassalo do Lula.” Tal posicionamento evidencia uma postura de apoio pragmático, focado na figura do presidente, sem uma filiação partidária explícita ou alinhamento absoluto a ideologias específicas.
A manifestação de Paes ocorre em um momento de forte polarização política no Brasil, com o segundo turno marcado para ocorrer em 30 de outubro de 2023. O apoio do ex-prefeito ao candidato petista é visto como uma movimentação importante no cenário político do Rio de Janeiro, especialmente considerando sua influência e seu histórico de alianças na política local e nacional.
No contexto eleitoral, Paes recebeu 42,76% dos votos na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, ficando atrás de Douglas Ruas (PL), que obteve 49,27%. Entretanto, o resultado oficial foi alterado após uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que anulou a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) devido a questões jurídicas, levando à recontagem dos votos no estado. Na nova apuração, Paes passou a ter 44,16% dos votos, enquanto Douglas Ruas obteve 50,88%, garantindo a vitória do candidato do PL na disputa pelo governo estadual.
A posição de Paes de apoiar Lula no segundo turno reflete uma estratégia de alinhamento político que busca consolidar sua influência e manter uma postura pragmática diante do cenário nacional. Sua declaração reforça a importância de uma campanha focada em temas considerados mais relevantes para a população, afastando-se de discursos polarizadores e de temas considerados ideológicos. Assim, Paes demonstra seu compromisso em apoiar o atual presidente, mesmo sem uma filiação partidária formal, e reforça sua atuação como uma figura de peso na política do Rio de Janeiro e do Brasil.








