O senador e candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, anunciou nesta segunda-feira, 12 de outubro, que visitará seu pai, Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, na terça-feira, 13 de outubro. A autorização para o encontro foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia suspendido as visitas ao ex-presidente por um período de 90 dias. A retomada das visitas ocorre após esse prazo, permitindo que Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar, receba visitas presenciais novamente.
Flávio Bolsonaro, acompanhado de sua esposa, Fernanda Bolsonaro, declarou estar “ansioso” para o reencontro com o pai, ressaltando que não o vê há mais de três meses. Segundo o senador, essa ausência se deu por uma decisão judicial que, na sua avaliação, carece de critérios claros, humanidade e respaldo legal. Ele afirmou que entende a suspensão das visitas como uma tentativa de separar um líder político de quem está concorrendo à Presidência da República, referindo-se às ações judiciais e às restrições impostas a Jair Bolsonaro no contexto de seu processo judicial.
Durante participação em uma missa na Catedral de Brasília, Flávio explicou que deseja conversar pessoalmente com Jair Bolsonaro para saber como ele está emocionalmente diante dos acontecimentos recentes. Ele afirmou que tem recebido informações sobre o ex-presidente apenas de terceiros e que espera, ao olhar nos olhos dele, perceber se Bolsonaro está feliz ou não. A expectativa do senador é de que o reencontro traga um momento de alívio e de fortalecimento para o ex-presidente, que atualmente cumpre uma pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, além de estar sob diversas medidas cautelares.
A decisão de Alexandre de Moraes de autorizar as visitas ocorreu após o término do período de 90 dias de proibição, que havia sido imposto em julho. Na ocasião, o ministro fundamentou sua decisão na utilização de redes sociais por parte de Jair Bolsonaro por intermediários, o que violava as cautelares impostas ao ex-presidente. Moraes havia suspendido as visitas após Bolsonaro divulgar, nas redes sociais, uma carta escrita pelo próprio ex-presidente, o que foi interpretado pelo ministro como uma infração às condições estabelecidas.
Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, responde a uma pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, além de estar sob uma série de medidas cautelares que limitam sua liberdade de circulação e comunicação. A autorização para a retomada das visitas representa um momento importante no contexto de sua prisão e das controvérsias judiciais que envolvem sua conduta após o fim de seu mandato presidencial, em 2022. A expectativa é que essa visita possa oferecer uma oportunidade de diálogo familiar e de fortalecimento emocional, em meio às tensões políticas e judiciais que marcaram os últimos meses.








