A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal realiza na próxima quarta-feira, dia 14 de outubro, às 9 horas, a votação dos três últimos destaques remanescentes da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A proposta, que é considerada uma prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aparece como o primeiro item na pauta de uma reunião extraordinária convocada para esse dia. A tramitação da PEC no Senado tem sido marcada por avanços e obstáculos, refletindo o esforço do governo em consolidar uma reforma na área de segurança pública de grande impacto político e institucional.
A PEC foi apresentada pelo Executivo ao Congresso Nacional em 23 de abril de 2025, com o objetivo de promover uma ampla reorganização na estrutura de segurança pública do país. Entre os principais pontos do texto estão a ampliação da integração entre as esferas federal, estadual e municipal, a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição Federal e a implementação de novas regras de financiamento para o setor. Após aprovação na Câmara dos Deputados em 4 de março de 2026, a proposta enfrentou um período de quase cinco meses de tramitação lenta no Senado, chegando à Casa no início de março do mesmo ano.
O avanço recente na tramitação se deu após uma reaproximação entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Em agosto, Alcolumbre incluiu a PEC da Segurança Pública entre as prioridades da Casa, encaminhando-a à CCJ, o que acelerou o andamento do processo. Desde então, a comissão analisou o mérito do texto, tendo aprovado o parecer do relator Rogério Carvalho (PT-SE) em 2 de setembro. No entanto, ainda estão pendentes a votação de três destaques, que representam alterações específicas ao conteúdo original da proposta.
A votação dos destaques é uma etapa crucial, pois, uma vez concluída, a PEC poderá ser encaminhada ao plenário do Senado. Para ser aprovada, ela precisa obter pelo menos 49 votos em dois turnos de votação. Caso o Senado decida modificar o mérito do texto aprovado pela Câmara, a matéria deverá retornar aos deputados para nova análise, o que pode atrasar sua promulgação definitiva.
A expectativa é que a votação dos destaques nesta quarta-feira seja determinante para o avanço do projeto, que visa consolidar mudanças estruturais na segurança pública brasileira. A votação na CCJ representa um passo importante na tentativa de consolidar a reforma e garantir sua tramitação até a sua possível aprovação final no Senado, consolidando assim uma agenda prioritária do governo Lula na área de segurança pública.








