O canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede), alcançou a marca de 10 milhões de seguidores nesta sexta-feira (23), poucas horas antes do debate presidencial previsto para as 21h. O objetivo de atingir esse número antes do confronto entre os candidatos havia sido anunciado pelo grupo na quarta-feira (21).
Com o novo patamar, o canal passou a ocupar a segunda posição entre os mais seguidos do Brasil na plataforma, de acordo com o ranking de canais mais procurados do próprio WhatsApp. A liderança permanece com o canal “Pack de Figurinhas”, que reúne mais de 15 milhões de seguidores e publica imagens destinadas ao compartilhamento em conversas.
O crescimento do canal ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocorre em meio à disputa política nas plataformas digitais e à proximidade do debate presidencial. A marca de 10 milhões de seguidores também amplia a diferença em relação ao principal canal de apoio ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Chamado de “Tropa do Flávio”, o canal favorável ao candidato mantém aproximadamente 2,1 milhões de seguidores. A página é administrada pelos deputados federais Nikolas Ferreira (PL) e Gustavo Gayer (PL). O público reunido pelo grupo representa pouco mais de um quinto da audiência alcançada pelo canal associado à campanha de Lula.
Proposta no TSE previa restrição a propaganda em canais
Também na quarta-feira (21), começou a circular uma minuta de resolução que propunha a proibição de propaganda eleitoral em canais do WhatsApp durante as 48 horas anteriores às eleições. A iniciativa foi apresentada pelo vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça.
A proposta, no entanto, não avançou diante da resistência de outros integrantes da Corte. O texto surgiu no contexto da utilização de canais de mensagens para divulgação de conteúdo político e eleitoral, especialmente durante o período que antecede o debate presidencial e as eleições.
Ministro impede novas decisões contra o canal
Nesta sexta-feira, o ministro Floriano de Azevedo Marques atendeu a um pedido apresentado pela coligação do presidente Lula e impediu a adoção de novas decisões que determinassem a suspensão do canal “Exército do Lula”. A medida afeta decisões futuras relacionadas à retirada ou à interrupção do funcionamento do canal.
O relator também determinou que o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, não utilize sua competência para suspender, retirar ou restringir o canal até que o plenário da Corte analise o assunto. A decisão mantém o canal em funcionamento enquanto o tribunal não apresentar uma definição colegiada sobre o caso.
O alcance de 10 milhões de seguidores coloca o “Exército do Lula” entre os maiores canais brasileiros do WhatsApp e consolida uma diferença expressiva em relação à “Tropa do Flávio”, que permanece com cerca de 2,1 milhões de seguidores.








