A resposta do Cruzeiro após a eliminação da Copa Libertadores foi surpreendente. De maneira emocionante, o time azul derrotou o Flamengo por 2 a 1 no Mineirão neste sábado (22), pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. A partida marcou uma mudança de postura da equipe estrelada em relação ao último jogo entre as equipes pelo torneio continental no meio de semana. A Raposa brigou mais, lutou mais, o que resultou na virada diante dos rubro-negros.
Mesmo com a vitória, a Raposa se manteve em quinto lugar na tabela de classificação, mas agora com 37 pontos. O próximo desafio do time estrelado será no próximo sábado (29), contra o Vasco, às 21h20, pela 25ª rodada da competição.
A bola rolou e o Flamengo usou uma estratégia que já havia dado certo no meio de semana, contra o mesmo Cruzeiro, pela Libertadores: tabelas e triangulações pelos lados do campo. Com toques rápidos, o time visitante conseguia se aproveitar das subidas que os laterais azuis faziam e acionavam um ponta em velocidade às costas da marcação celeste.
Jogadas assim renderam ao menos dois sustos para o goleiro Otávio. Por outro lado, o Cruzeiro também conseguia sair bem da marcação sob pressão do Flamengo. Em velocidade e com participação dos atacantes na saída de bola desde a defesa, a Raposa achou boas saídas e foi incomodando a defesa flamenguista.
Defensivamente, o time azul não conseguia travar a saída de bola do Flamengo, que tinha rapidez na troca de passes, conseguindo furar a marcação celeste. E uma desatenção da Raposa com Pedro, que já tinha pintado e bordado no meio da semana, foi novamente certeira. Aos 23 minutos, faltou atenção ao time azul tanto para encurtar espaço para Arrascaeta, quanto para impedir Pedro de receber cara a cara com Otávio: era o Flamengo na frente.
A Raposa até teve escapadas boas em contra-ataques, tendo João Costa e Arroyo muito acionados pelas pontas. Mas a falta de capricho e decisões erradas impediram o time azul de, ao menos, assustar Rossi.
O Flamengo tentou repetir, no início do segundo tempo, o que deu certo na etapa inicial. Porém, depois, baixou as linhas, possivelmente se poupando fisicamente. Mas o Cruzeiro aproveitou: subiu as linhas, aos poucos foi encurralando o Flamengo. Matheus Henrique era o cérebro do time, pensando o jogo com boa movimentação e visão de jogo, achando passes que desmontavam a marcação rubro-negra.
Foi ele o responsável por deixar Arroyo no mano a mano com o zagueiro, escapando das frequentes dobras de marcação do Flamengo. E o atacante, novamente, mostrou talento e qualidade para marcar mais um golaço no time rubro-negro: 1 a 1.
O gol fez o time azul crescer de vez na partida. Sentindo o gol psicologicamente, o Flamengo passou a errar mais, principalmente na saída de bola. Também graças à marcação-pressão celeste. Ao mesmo tempo, a torcida azul se incendiou e o Cruzeiro foi no embalo.
A Raposa passou a ter ainda mais escapadas rápidas ao ataque, aproveitando o ritmo mais lento do Flamengo. A definição das jogadas seguia sendo uma dor de cabeça, assim como as finalizações.
Mas na última bola do jogo, o Mineirão veio abaixo. Gerson inverteu, Villalba teve inteligência para ajeitar de cabeça para trás, e Matheus Pereira, que se cobrou para ser mais decisivo no meio da semana, foi decisivo. O camisa 10 mandou uma pancada, que desviou na defesa e morreu nas redes. Explosão de Pereira e da Nação Azul no Gigante da Pampulha: 2 a 1 e uma merecid vitória da Raposa.







