A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor índice registrado para esse período desde o início da série histórica, em 2012. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, 5,6 milhões de brasileiros estavam sem emprego no período analisado. O número representa uma redução de 6,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, o equivalente a aproximadamente 417 mil pessoas a menos na população desocupada.
A queda do desemprego ocorreu ao mesmo tempo em que a população ocupada alcançou o maior patamar da série histórica do IBGE. Ao todo, 103,6 milhões de pessoas estavam trabalhando no trimestre encerrado em setembro. O contingente cresceu 0,6% na comparação com o trimestre anterior e avançou 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Na metodologia do IBGE, a taxa de desemprego considera a parcela da população com 14 anos ou mais que não estava trabalhando, mas tinha disponibilidade e procurava uma ocupação. O indicador, portanto, não inclui apenas pessoas sem atividade profissional, mas aquelas que também estavam em busca efetiva de emprego.
Emprego com carteira assinada permanece estável
Entre os trabalhadores do setor privado com carteira assinada, o número ficou estável nas comparações trimestral e anual. O país tinha 39,4 milhões de empregados nessa condição. O resultado também não apresentou variação em relação ao trimestre encerrado em junho de 2025.
O grupo de trabalhadores do setor privado sem carteira assinada igualmente permaneceu estável. O levantamento contabilizou 13,7 milhões de pessoas nessa situação no período analisado.
Os dados mostram, portanto, que a redução da taxa de desemprego foi acompanhada pelo aumento do total de pessoas ocupadas, enquanto os principais contingentes de empregados do setor privado, com ou sem carteira assinada, não registraram mudanças significativas nas comparações apresentadas pelo IBGE.
Rendimento médio atinge maior valor para setembro
O rendimento real habitual de todos os trabalhos também apresentou crescimento. O valor aumentou 3,6% em um ano, o que corresponde a uma alta de R$ 131, e chegou a R$ 3.790. Segundo o IBGE, esse foi o maior rendimento registrado para o mês de setembro desde o início da série histórica da pesquisa.
A massa anual de rendimento real habitual alcançou R$ 387,5 bilhões no trimestre encerrado em junho de 2026. O montante também foi o maior da série histórica. Na comparação com o trimestre anterior, houve crescimento de 1,5%; frente ao mesmo período do ano anterior, a alta foi de 4,7%.







