A família de Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, piloto do avião que caiu em Belo Horizonte na última segunda-feira (4), iniciou uma vaquinha para ajudar a custear o funeral.
O velório será realizado nesta quarta-feira (6) no Cemitério Municipal de Munhoz de Mello, cidade onde Wellington viveu parte da infância e adolescência. Ele nasceu em Colorado, no Norte do Paraná, e atualmente morava em Vitória da Conquista com a esposa e o filho pequeno.
Wellington era o caçula de cinco irmãos, e um deles também atua como piloto de avião. As doações podem ser feitas para a esposa Kenia Meireles Amaral de Oliveira por meio da chave pix 44998211002.
O acidente aconteceu no bairro Silveira, na região Nordeste da capital mineira, quando o monomotor caiu após decolar do Aeroporto da Pampulha. Além do piloto, morreram Fernando Moreira Souto, de 36 anos, e Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos.
Dois ocupantes sobreviveram e seguem internados no Hospital João XXIII. Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 53 anos, passou por cirurgia após sofrer fraturas nas duas pernas e hemorragia abdominal, permanecendo em estado grave no CTI. Já Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, filho de Leonardo, apresenta quadro estável e teve fratura em uma das pernas.
O que se sabe sobre a queda de avião em BH?
O avião havia partido de Teófilo Otoni com seis ocupantes. Um vídeo que mostra o momento da decolagem foi compartilhado nas redes sociais. Após pousar no Aeroporto da Pampulha, na capital, duas pessoas desembarcaram e Hemerson embarcou. Em seguida, a aeronave voltou a decolar com destino a São Paulo.
Segundo informações iniciais, o piloto relatou dificuldades durante a decolagem à torre de controle antes da queda. O avião caiu no estacionamento de um prédio residencial. Não houve vítimas entre moradores ou pessoas em solo.
A aeronave era um EMB-721C, fabricado em 1979, conhecido popularmente como “sertanejo”. Conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil, o modelo tinha situação de aeronavegabilidade regular, mas não possuía autorização para operar como táxi aéreo, ou seja, não poderia realizar transporte comercial remunerado de passageiros.
O grupo a bordo era ligado à Uaitag, empresa do setor de tecnologia e cartões.
As causas do acidente seguem sob investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos e da Polícia Civil de Minas Gerais.







