Por Oliveira Lima
Para o torcedor, que é fanático, mandar um treinador do seu time embora é questão de pelo menos três derrotas seguidas. Para a imprensa, em geral, é preciso dar tempo ao tempo para um técnico implementar seu estilo, suas ideias e suas digitais. Mas para o presidente ou dono do clube qual é o momento para terminar um vinculo com o seu treinador?
Há anos atrás, o grande cronista esportivo, ícone da imprensa brasileira, Jose Trajano, com passagens marcantes na TV Cultura e ESPN, por exemplo, deixou uma fala que marcou história: “Qual o momento certo para um clube demitir um treinador?” A resposta é sempre nunca nos três jogos seguidos com derrotas. Isto é fato. Mas o drama, quando se dá mais tempo ao comandante do seu time, é saber a hora exata de mandá-lo embora. Nunca se apegar simplesmente aos resultados e sim na performance. Essa é a Lei Trajano. Em resumo, ou traduzinho; Ganhando, mas não jogando bem(e não será sempre assim) ou perdendo mas jogando bem(e quem joga bem vai ganhar em breve).
E foi exatamente isso que a direção atleticana percebeu no período Samapolli; Resultados não estavam vindo à contento. Neste ano com dez jogos, assombrosos sete empates, com uma derrota e duas vitórias. Claro que tempo é que o treinador argentino precisava, mas a direção entendeu que mesmo com o tempo vindouro, dificilmente Sampaolli faria o time jogar bem e por consequência ganhar jogos e títulos.
Literalmente cortou o mal pela raiz, entendendo que quanto mais cedo chegasse um novo comandante, mais chance de dar certo o reinicio de um novo trabalho. E quem chegar terá a missão de já pegar um elenco recém constituído pelo próprio Sampaolli, que ainda vai precisar de peças fundamentais como um zagueiro, um primeiro volante e um centroavante. Tempo ainda terá o novo treinador para o reinicio de 2026. Não é o ideal, mas é a realidade apresentada. Pior que Sampaolli não vai ficar.








