Andy Burnham assumiu oficialmente o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido após uma audiência com o rei Charles III no Palácio de Buckingham, ocorrida nesta segunda-feira, 20 de novembro. Burnham, que lidera o Partido Trabalhista, é o sétimo a ocupar a posição nos últimos dez anos, refletindo a instabilidade política que o país enfrenta.
A cerimônia de posse foi marcada por uma fotografia divulgada, na qual Burnham, de 56 anos, aparece ao lado do rei, vestido com um terno escuro e gravata. Conhecido como o “rei do Norte”, devido ao seu empenho em defender os interesses da região durante seu mandato como prefeito da Grande Manchester, Burnham expressou sua determinação em oferecer esperança a comunidades que se sentem negligenciadas.
Em um discurso feito na sexta-feira, 17 de novembro, Burnham destacou que sua ascensão ao cargo representa uma oportunidade crucial para o Partido Trabalhista reverter sua trajetória política. Ele enfatizou a necessidade de descentralizar o poder de Westminster, o centro da política britânica, para outras regiões do país. “Estamos unidos e colocamos o poder que emana dessa unidade a serviço das pessoas e dos lugares que esperam há muito tempo que a política lhes permita voltar a ter esperança”, afirmou Burnham a uma plateia composta por parlamentares do partido e líderes trabalhistas.
Burnham também prestou homenagem a Keir Starmer, que deixou a liderança do Partido Trabalhista. O novo primeiro-ministro ainda não definiu sua equipe de ministros, mas garantiu que a seleção refletirá a diversidade do partido e das comunidades britânicas. Ele delineou cinco prioridades que, segundo ele, visam promover a unidade partidária e uma liderança inclusiva para todas as partes do Reino Unido.
O primeiro-ministro recém-empossado prometeu agir rapidamente e afirmou que seu governo começará a traçar um novo caminho já na próxima semana. “A mudança de hoje representa o momento de transformação mais significativo na nossa política nos últimos 40 anos”, declarou Burnham.
Em seu discurso, ele esboçou sua agenda, que inclui o que chamou de “maior reequilíbrio de poder” nas regiões britânicas, uma medida que, segundo ele, poderia reduzir a desigualdade e a frustração nas comunidades que se sentem esquecidas. Burnham acredita que o Partido Trabalhista pode enfrentar a crescente influência de partidos como o Reform UK e o Partido Verde, não por tentar superá-los, mas sendo “corajosamente, confiantemente, autenticamente nós – Trabalhistas”.
Por outro lado, Nigel Farage, veterano ativista do Brexit e líder do Reform UK, criticou o discurso de Burnham, classificando-o como “totalmente vazio”. Farage, que renunciou ao seu cargo em meio a investigações sobre suas finanças, afirmou que Burnham assume o cargo “sem absolutamente nenhum mandato de qualquer tipo”.
A nova liderança de Burnham ocorre em um momento de incertezas políticas no Reino Unido, onde o Partido Trabalhista busca recuperar a confiança da população e reafirmar sua relevância no cenário político atual.








