A Casa Branca confirmou nesta terça-feira, 18 de outubro, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possui o direito de votar por correspondência, mesmo após relatos de que ele teria utilizado esse método nas primárias republicanas na Flórida. A declaração ocorre em meio à controvérsia gerada por críticas de Trump ao voto por correio, que ele frequentemente associa a fraudes eleitorais, embora sem evidências concretas que sustentem essa alegação.
A porta-voz da Casa Branca, Olivia Wales, afirmou que o presidente pode exercer seu direito ao voto por correspondência de acordo com a Lei SAVE America, que prevê exceções específicas para esse procedimento. Segundo ela, o documento permite que cidadãos votem por correio em situações de doença, deficiência, serviço militar ou viagens, mas ressalta que o voto universal por correspondência — ou seja, o voto por correspondência sem restrições — não deve ser autorizado, devido ao risco de fraudes eleitorais. A declaração foi feita após questionamentos sobre notícias de que Trump teria votado por correspondência nas primárias na Flórida.
Wales destacou ainda que, embora Trump seja residente em Palm Beach, na Flórida, ele vive principalmente na Casa Branca, em Washington, D.C., o que reforça sua participação nas eleições estaduais da Flórida através do voto por correspondência. A informação de que Trump teria votado por correio nas primárias republicanas na Flórida foi publicada pelo site Politico na segunda-feira, 17 de outubro, citando registros eleitorais locais. No entanto, o escritório eleitoral do condado de Palm Beach afirmou que os dados relativos à votação por correio de um eleitor são considerados confidenciais, não podendo ser divulgados publicamente.
O episódio ganha relevância no contexto das tentativas do presidente de restringir o uso do voto por correspondência nos Estados Unidos. Trump tem reiteradamente alegado, sem comprovação, que essa modalidade de votação é mais vulnerável a fraudes eleitorais, o que o leva a pressionar o Congresso para aprovar novas restrições nesse sentido. Essas declarações ocorrem em meio a uma campanha mais ampla de deslegitimação do voto por correio, que ganhou destaque durante a pandemia de Covid-19, quando esse método foi amplamente utilizado devido às restrições presenciais.
Além das críticas às limitações do voto por correspondência, Trump também votou por esse método em uma eleição especial realizada na Flórida em março, reforçando sua postura de que o procedimento é legítimo, apesar das declarações públicas contrárias. A controvérsia sobre o voto por correio, portanto, reflete uma disputa política que envolve tanto questões legais quanto estratégias de comunicação, tendo impacto direto nas próximas eleições presidenciais nos Estados Unidos.









