O número de mortes causadas pelos terremotos que atingiram a Venezuela desde o dia 24 de junho continua a aumentar, conforme dados atualizados nesta segunda-feira (10). Segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o balanço oficial revelou um total de 6.301 óbitos, um crescimento significativo em relação ao relatório divulgado em 3 de agosto, que registrava 6.125 mortes. Este incremento de 176 vítimas em apenas uma semana evidencia a gravidade da tragédia, que ainda deixa muitas famílias em busca de seus entes desaparecidos entre os escombros.
A tragédia sísmica na Venezuela pode ser ainda mais severa do que os números oficiais indicam, uma vez que as autoridades ainda não divulgaram uma estimativa oficial de desaparecidos. No entanto, o governador do estado de La Guaira, José Alejandro Terán, revelou que cerca de 1.400 pessoas estão desaparecidas. La Guaira foi uma das regiões mais afetadas, concentrando a maior parte do colapso de aproximadamente 190 edifícios devido aos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 registrados na região. Esses abalos tiveram início na manhã de 24 de junho e causaram destruição generalizada, agravando ainda mais uma situação já de por si difícil.
Além do impacto direto dos terremotos, a situação se complicou com a ocorrência de um novo tremor de magnitude 7,4, registrado na Colômbia e sentido em várias regiões da Venezuela nesta mesma segunda-feira. Este novo abalo sísmico elevou ainda mais o temor de novas fatalidades, tendo sido responsável por pelo menos 111 mortes na região, além de dezenas de feridos. A soma de eventos sísmicos de alta magnitude aumenta o risco de desdobramentos catastróficos, dificultando os esforços de resgate e reconstrução.
A tragédia deixou um rastro de destruição em larga escala, com milhares de edificações em risco de desabamento. Aproximadamente 9.567 construções foram classificadas como de “alto risco”, enquanto outras 12.411 moradias tiveram seu uso restrito por motivos de segurança. Além disso, quase 24 mil pessoas estão atualmente desabrigadas, vivendo em acampamentos e abrigos temporários instalados em Caracas e La Guaira, muitas delas em condições precárias.
O cenário de desolação evidencia a vulnerabilidade da infraestrutura venezuelana frente a eventos sísmicos de grande magnitude. A combinação de perdas humanas, destruição de residências e o deslocamento de milhares de pessoas revela a extensão da crise humanitária instalada na região. As autoridades continuam a monitorar a situação, mas o número de vítimas e o risco de novos desdobramentos permanecem como desafios urgentes para as equipes de resgate e para o governo venezuelano.









