Nesta quinta-feira (3), a região do Tibete, na China, foi atingida por um terremoto de magnitude 5, conforme informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e do Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ). O sismo ocorreu a uma profundidade de aproximadamente 10 quilômetros, classificada como rasa, o que potencializa a possibilidade de danos e efeitos perceptíveis na superfície. Até o momento, não há registros de vítimas ou danos materiais significativos relacionados ao evento sísmico.
O epicentro do terremoto foi localizado na região de Xizang, a cerca de 100 quilômetros das fronteiras com o Nepal e a Índia, regiões frequentemente afetadas por fenômenos naturais de grande impacto. Apesar da proximidade com áreas de alta vulnerabilidade, o terremoto não ocorreu na mesma região onde uma enchente relâmpago, ocorrida na última quarta-feira (26), deixou um rastro de destruição na China. Essa distinção é importante para compreender o contexto de desastres naturais que atingem a região, marcada por eventos de diferentes naturezas e magnitudes.
No Nepal, as consequências das fortes chuvas e enchentes continuam a se refletir na tragédia humanitária. Segundo a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMA), o número de mortos subiu para 1.273, com cerca de 4.757 pessoas ainda desaparecidas. As enchentes, que atingiram diversas áreas do país, têm causado uma crise de proporções consideráveis, agravada pelo impacto de deslizamentos de terra e destruição de infraestruturas essenciais.
Além das perdas humanas, o setor de energia do Nepal enfrenta dificuldades adicionais. Pelo menos 945 trabalhadores de usinas hidrelétricas permanecem desaparecidos, de acordo com informações divulgadas pelo Exército do Nepal nesta quinta-feira. Esses trabalhadores estavam atuando em 11 diferentes projetos hidrelétricos ao longo do rio Trishuli, localizado nos distritos de Rasuwa e Nuwakot. Entre eles, há trabalhadores estrangeiros de países como China, Índia e Coreia do Sul, o que reforça a dimensão internacional do esforço de resgate e as implicações econômicas da crise.
Ainda não há clareza sobre quantos desses trabalhadores estavam dentro de túneis profundos e reforçados no momento em que as águas atingiram as instalações. As operações de busca e resgate continuam, mas enfrentam obstáculos significativos devido às condições adversas, incluindo mau tempo, lama e a destruição de infraestruturas vitais, como estradas e pontes. Até o momento, o Exército do Nepal conseguiu resgatar 229 trabalhadores de usinas hidrelétricas e estabelecer contato com mais de mil pessoas. Três corpos foram encontrados nos locais de trabalho, sinalizando a gravidade da situação e a complexidade dos esforços de recuperação na região.







