A Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro cancelou o benefício de liberdade condicional do goleiro Bruno Fernandes nesta quinta-feira, dia 5 de março, e ordenou que ele seja preso novamente para cumprir pena no regime semiaberto. Bruno, que tem 41 anos, recebeu uma condenação de mais de 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio, esconder o corpo, sequestro e manter em cárcere privado Eliza Samudio, com quem teve um filho chamado Bruninho. O crime aconteceu em 2010 e ele foi preso em 2013, passando para o regime semiaberto em 2019 e obtendo a liberdade condicional em janeiro de 2023.
A nova ordem de prisão aconteceu porque o ex-jogador desobedeceu as regras da Justiça ao viajar para o estado do Acre no dia 15 de fevereiro sem pedir permissão, sendo que ele era proibido de sair do Rio de Janeiro. O juiz Rafael Estrela Nóbrega afirmou que a atitude do atleta mostrou falta de cuidado com o benefício recebido, já que ele conhecia todas as obrigações que precisava seguir. No final de janeiro, Bruno também tinha publicado fotos em uma rede social durante uma visita ao estádio do Maracanã para ver um jogo do Flamengo.
Os advogados de Bruno confirmaram a decisão e explicaram que ele mora atualmente em Cabo Frio, embora o processo corra na capital. A defesa informou que vai entrar com um recurso e que pretende pedir que o regime semiaberto continue sendo cumprido em casa, como acontecia antes. No regime semiaberto comum, o preso pode trabalhar fora durante o dia se a Justiça deixar, mas precisa dormir na cadeia. Recentemente, Bruno tentava voltar a jogar futebol e apareceu em postagens de um time amador de Ribeirão das Neves, em Minas Gerais, após ter jogado por pouco tempo no Vasco do Acre.





