A Justiça de Minas Gerais agendou para o dia 9 de novembro de 2026, às 8h30, o julgamento de Welbert de Souza Fagundes, acusado de assassinar o sargento da Polícia Militar Roger Dias da Cunha, em Belo Horizonte. A sessão do Tribunal do Júri será realizada no Fórum Lafayette, localizado na região Centro-Sul da capital mineira. A decisão de marcar a data foi proferida nesta quarta-feira (14/10) pela juíza Maria Beatriz Fonseca da Costa Biasutti Silva, da 2ª Presidência do Tribunal do Júri de Belo Horizonte, que também manteve a prisão preventiva do réu até o momento.
A magistrada declarou que o processo está preparado para a fase de julgamento, na qual os jurados irão decidir sobre a responsabilidade criminal de Welbert. Além do homicídio qualificado do sargento Roger Dias, o acusado responderá por tentativa de homicídio contra o cabo Raphael Henrique Ferreira Lopes e por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Durante o julgamento, Welbert poderá usar roupas civis e permanecer sem algemas, salvo se houver justificativa concreta para a sua colocação. A decisão também proibiu a gravação e a divulgação de imagens dos jurados, testemunhas e demais participantes da sessão nas redes sociais, visando preservar a integridade dos envolvidos.
O crime ocorreu na noite de 5 de janeiro de 2024, na avenida Risoleta Neves, no bairro Aarão Reis, na região Norte de Belo Horizonte. Na ocasião, policiais militares perseguiam suspeitos de roubar um Fiat Uno quando, durante a abordagem a pé, o sargento Roger Dias ordenou que Welbert se deitasse no chão. Segundo a acusação, o suspeito sacou um revólver calibre .38 e efetuou dois disparos contra a cabeça do policial, mesmo após sua queda, efetuando um terceiro disparo. Roger foi socorrido ao Hospital Risoleta Neves, mas não resistiu aos ferimentos.
Na mesma ocorrência, Welbert também atingiu o cabo Raphael Henrique Ferreira Lopes, que reagiu e conseguiu balear o suspeito, além de realizar a prisão em flagrante. A prisão foi convertida em preventiva em 7 de janeiro do mesmo ano. Durante o andamento do processo, a defesa de Welbert solicitou a realização de um incidente de insanidade mental, mas o laudo pericial, posteriormente homologado pela Justiça, concluiu que o acusado tinha capacidade de compreender a ilicitude de seus atos.
O processo contra um corréu que estava no veículo durante o crime foi desmembrado, e a defesa de Welbert recorreu da decisão de pronúncia, que determina que ele seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Após o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negar provimento ao recurso, a decisão de pronúncia tornou-se definitiva em agosto de 2026, consolidando a fase de preparação para o julgamento do caso.









