Um motorista de aplicativo de 59 anos foi preso nesta terça-feira (2) em Extrema, no Sul de Minas, suspeito de estuprar uma passageira grávida de quatro meses. O crime aconteceu em 5 de abril, durante uma corrida entre o bairro Santa Maria, na região Oeste de Belo Horizonte, e Sarzedo, na Grande BH. O homem estava foragido desde que a Justiça decretou sua prisão preventiva, em 22 de maio.
A vítima, de 28 anos, contou à polícia que a viagem foi solicitada pelo companheiro dela. O motorista aceitou a corrida e, no trajeto, mudou a rota para um caminho deserto, fez comentários de cunho sexual e, mediante violência, a obrigou a manter relações sexuais. Depois, ainda segundo a investigação, ele pediu que ela lhe enviasse vídeos íntimos pelo celular.
A delegada Larissa Mascotte, da Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual, explicou que o suspeito chegou a dizer que pensou em cancelar a corrida, mas que, ao ver a passageira, decidiu prosseguir. A análise dos dados do aplicativo confirmou que o percurso registrado coincidia com a versão apresentada pela vítima, o que a polícia classificou como indícios explícitos do estupro.
As apurações revelaram ainda que, logo depois dessa corrida, outra mulher usou o serviço do mesmo motorista e também relatou ter sido assediada. Desta vez, o homem tentou desviar o trajeto, mas a passageira questionou e ele retornou ao caminho correto.
Quando os policiais foram cumprir a ordem de prisão, o suspeito já não estava mais em casa. Um trabalho de inteligência, com cruzamento de informações e monitoramento, levou a equipe até Extrema, onde ele havia conseguido trabalho como porteiro de um parque de exposições — tinha começado no dia anterior. Foi preso ao sair da pousada onde se hospedava.
No interrogatório, ele lembrou da corrida e da passageira, mas negou o estupro. Alegou que a própria vítima teria iniciado os atos sexuais e que ele foi assediado por ela. A Polícia Civil segue investigando o caso.






