O 1º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte condenou nesta segunda-feira (24) o ex-agente penitenciário Flávio Márcio Chaves a uma pena de 19 anos de reclusão em regime fechado pelo homicídio qualificado de sua companheira, ocorrido no bairro Santa Maria, na Região Oeste da capital mineira. A sentença foi proferida após o julgamento no qual o réu foi considerado culpado pelos crimes atribuídos a ele, incluindo homicídio com qualificadoras específicas.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais, Flávio Márcio Chaves foi acusado de assassinar a mulher a facadas em 2023, durante uma discussão na residência do casal. O motivo alegado para o crime foi suspeita do réu de que a companheira estaria lhe traindo. O crime foi caracterizado como homicídio qualificado, com as agravantes de motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e violência doméstica contra mulher, reforçando o contexto de violência de gênero.
Segundo relatos constantes na denúncia, o incidente ocorreu enquanto o casal estava na casa do réu, na qual ele atacou a mulher com golpes de faca. Após cometer o homicídio, Flávio tentou tirar a própria vida, ingerindo remédios na tentativa de suicídio, mas não conseguiu concretizar o ato. Ele então acionou a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), que foi até o local e prestou os primeiros socorros.
Durante o julgamento, o réu optou por permanecer em silêncio, respondendo apenas às perguntas feitas pela defesa. No entanto, na audiência, ele admitiu o crime e forneceu detalhes sobre os acontecimentos. Segundo seu relato, na noite do homicídio, o casal havia consumido drogas, especificamente cocaína e maconha. Ele afirmou que, após o fim das drogas, a mulher teria pedido para consumir mais, o que teria levado a uma discussão acalorada. Durante a briga, ele a teria agredido com a faca.
Flávio Márcio Chaves também declarou que, ao perceber que a mulher estava morta, ficou desesperado e tomou medicamentos na tentativa de suicídio, desmaiando em seguida. Ele só veio a acordar dois dias depois, momento em que acionou a polícia.
A defesa do réu, até o fechamento desta matéria, não havia se pronunciado oficialmente. A reportagem da Itatiaia entrou em contato com os advogados de Flávio, mas não obteve retorno. A condenação reflete a gravidade do crime e a aplicação da legislação vigente no combate à violência doméstica, especialmente em casos de homicídio qualificado, que prevê penas mais severas.








